{"id":32,"date":"2022-10-08T09:53:00","date_gmt":"2022-10-08T12:53:00","guid":{"rendered":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/?p=32"},"modified":"2022-12-04T19:25:26","modified_gmt":"2022-12-04T22:25:26","slug":"i-am-a-member-of-the-imperial-senate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/?p=32","title":{"rendered":"A inclus\u00e3o e acessibilidade nos jogos RPG"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"is-layout-constrained wp-block-group\">\n<div class=\"is-layout-flex wp-container-4 wp-block-columns\">\n<div class=\"is-layout-flow wp-block-column is-vertically-aligned-center\" style=\"flex-basis:100%\">\n<figure class=\"is-layout-flex wp-block-gallery-1 wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/IMG_8170-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-216\" srcset=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/IMG_8170-980x653.jpg 980w, https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/IMG_8170-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pe\u00e7as de RPG<br>Cr\u00e9dito: Mayara Moreira Melo<\/figcaption><\/figure>\n<figcaption class=\"blocks-gallery-caption wp-element-caption\"><span style=\"color: rgb(255, 255, 255);\">Pe\u00e7as de R<\/span><span style=\"color: rgb(255, 255, 255);\">Cr\u00e9dito: Mayara Moreira Melo<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><em>Texto por Micael Morais<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Os jogos est\u00e3o inseridos na vida das pessoas de formas diferentes, seja como uma alternativa para relaxar a mente, uma competi\u00e7\u00e3o ou simplesmente s\u00f3 para se divertir. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa, ent\u00e3o, que os jogos de Role-playing game, ou simplesmente RPG, bastante populares nas d\u00e9cadas de 80 e 90, estejam agora conquistando um novo p\u00fablico. Seja no seu formato original, com pe\u00e7as de um grande tabuleiro ou no ambiente virtual, onde o contato com os outros personagens seja completamente remoto.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa nova gera\u00e7\u00e3o \u00e9 formada por grupos mais diversificados de pessoas, que sentem cada vez mais a necessidade de serem representadas nestes ambientes. Mas como um jogo onde a maior habilidade do jogador \u00e9 usar a imagina\u00e7\u00e3o pode n\u00e3o ser inclusivo? Pois bem, n\u00e3o \u00e9 que a pr\u00e1tica do jogo em si tende a excluir, mas os estere\u00f3tipos e as narrativas dos personagens desses jogos referenciam a branquitude euroc\u00eantrica e excluem pessoas negras, latinas, ou at\u00e9 mesmo estereotipam pessoas com defici\u00eancia os tratando como seres m\u00edsticos ou malignos.<\/p>\n\n\n\n<p><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>Senta a\u00ed que eu vou te explicar um pouquinho mais sobre isso.<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea j\u00e1 jogou RPG ou conhece, pelo menos, o b\u00e1sico dos jogos, certamente j\u00e1 deve ter percebido que em sua grande maioria os personagens desse mundo imagin\u00e1rio s\u00e3o brancos, magros e, quando personagem principal, sem nenhuma defici\u00eancia. Em muitos desses jogos \u00e9 comum vermos elfos e magos sendo retratados por personagens com algum tipo de defici\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Vou te dar um exemplo mais pr\u00e1tico para voc\u00ea entender melhor:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 deve ter assistido ou se n\u00e3o, ouvido falar de um desenho muito famoso chamado \u201cA Caverna do Drag\u00e3o\u201d. Neste anime, o personagem que faz o papel do Mestre dos Magos \u00e9 um senhor que aparentemente tem nanismo e que, na s\u00e9rie \u00e9 retratado como um ser m\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p>O que muita gente n\u00e3o sabe \u00e9&nbsp; que esse desenho de tanto sucesso \u00e9 inspirado em um jogo de RPG tamb\u00e9m muito famoso, o Dungeons e Dragons, considerado o primeiro jogo de RPG do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>A est\u00e9tica do jogo passa por um vi\u00e9s euroc\u00eantrico, e at\u00e9 mesmo medieval. Quando os primeiros jogos de RPG surgiram, ainda na d\u00e9cada de 1970, pouco se imaginaria que em um mundo t\u00e3o l\u00fadico pudesse haver quest\u00f5es como racismo e capacitismo. Talvez naquela \u00e9poca, os criadores de Dungeons e Dragons, os americanos Gary Gygax e Dave Arneson, n\u00e3o tivesse em mente esses preconceito escancarado, mas, como bem sabemos, o preconceito, seja ele qual for, est\u00e1 em coisas sutis e muitas vezes at\u00e9 passa despercebido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O professor e fil\u00f3sofo Lucas Oliver, que tamb\u00e9m \u00e9 mestre em jogos de RPG, conta que mesmo que a maioria dos jogos tenham esse aspecto euroc\u00eantrico, hoje \u00e9 poss\u00edvel ver outros formatos de jogos sendo constru\u00eddos por pessoas de diversas partes do mundo e que isso possibilita a diversidade de jogadores.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Muitos dos jogos que temos hoje, tendem a repetir esse processo de eurocentrismo. Mas em contram\u00e3o a isso, de alguns anos pra c\u00e1 tem surgido autores de outras partes do mundo. Aqui no Brasil n\u00f3s temos autores maravilhosos tamb\u00e9m&#8221;, relatou o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>Partindo desse ponto de vista de Oliver, um grupo chamado RPGlatam tem se destacado por proporcionar e evidenciar autores de jogos latinos. O designer e pesquisador de jogos Alexander Carneiro, escreveu um artigo onde descreve o grupo a partir de sua viv\u00eancia. &#8220;Eu conheci o RPGlatam em 2021. Desde ent\u00e3o, quase que diariamente nas conversas e nos eventos tento participar o m\u00e1ximo, n\u00e3o s\u00f3 como entusiasta e criador de RPGs. Este grupo virou a tem\u00e1tica do meu mestrado e dos artigos que eu venho escrevendo&#8221;, contou Alexander.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua pesquisa publicado no Intercom 2022, o Congresso Brasileiro de Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o, Alexander aborda o racismo e o colonialismo nas origens dos RPGs. &#8220;Enxergar o colonialismo e o racismo em uma obra \u00e9 uma coisa que nem sempre vem natural pra gente. Voc\u00ea pode por d\u00e9cadas jogar um jogo, ler um g\u00eanero liter\u00e1rio ou assistir a filmes sem compreender que ali tem v\u00e1rias marcas de coloniza\u00e7\u00e3o e de racismo&#8221;, revelou o designer.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Carneiro diz que nos \u00faltimos anos vem surgindo movimentos que caracterizam um avan\u00e7o no sentido de reduzir a desigualdade e na percep\u00e7\u00e3o desses ambientes menos inclusivos. &#8220;A gente vem vendo nesses \u00faltimos anos uma tentativa mais ou menos efetiva de educar as pessoas a perceberem esses tra\u00e7os colonizadores. Acho que o RPG acaba sendo uma forma de mostrar para as pessoas que existem c\u00f3digos, existem s\u00edmbolos, existem sinais ali em certos RPGs, em certas obras que mostram que talvez aquela obra n\u00e3o tenha sido feita pra voc\u00ea, uma pessoa latino-americana, pra voc\u00ea que \u00e9 de um grupo, uma minoria sub-representada ou de um grupo \u00e9tnico diferente&#8221;, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo isso em vista, \u00e9 importante observarmos os ambientes em que estamos para que possamos nos sentir representados. Mas para isso deve haver uma percep\u00e7\u00e3o de quem joga e tamb\u00e9m uma cr\u00edtica construtiva para que cada vez mais autores e jogos que reforcem as representa\u00e7\u00f5es sejam populares. &#8220;\u00c9 uma quest\u00e3o de sensibilidade. De voc\u00ea estar sens\u00edvel a esses sinais e come\u00e7ar a sentir. Quando esses sinais aparecem, voc\u00ea meio que ativa uma antena e diz &#8216;opa, tem alguma coisa errada aqui&#8217;.\u00a0 E a\u00ed voc\u00ea consegue identificar&#8221;, concluiu Alexander.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h5>Quer saber mais sobre a evolu\u00e7\u00e3o dos jogos de RPG? Clica aqui embaixo!<\/h5>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/cdn.knightlab.com\/libs\/timeline3\/latest\/embed\/index.html?source=1tU-ai1nNBBKtN7hRs3M5LkE5kRPkDySAfIL4E545-IA&amp;font=Default&amp;lang=en&amp;initial_zoom=2&amp;height=650\" width=\"100%\" height=\"650\" webkitallowfullscreen=\"\" mozallowfullscreen=\"\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\"><\/iframe>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>And what of the Rebellion? If the Rebels have obtained a complete technical readout of this station, it is possible, however unlikely, that they might.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":182,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"<p>And what of the Rebellion? If the Rebels have obtained a complete technical readout of this station, it is possible, however unlikely, that they might find a weakness and exploit it.<\/p>\n<p>There's no mystical energy field that controls my destiny. It's all a lot of simple tricks and nonsense. Red Five standing by. Red Five standing by.<\/p>\n<p>Have you been in many battles? Several, I think. Actually, there's not much to tell. I'm not much more than an interpreter, and not very good at telling stories. Well, not at making them interesting, anyways. Well, my little friend, you've got something jammed in here real good. Were you on a cruiser or...<\/p>\n<p>And, now Your Highness, we will discuss the location of your hidden Rebel base.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n<!-- wp:gallery {\"linkTo\":\"none\"} -->\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped\"><!-- wp:image {\"id\":147,\"sizeSlug\":\"large\",\"linkDestination\":\"none\"} -->\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/luma.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-147\"\/><\/figure>\n<!-- \/wp:image -->\n\n<!-- wp:image {\"id\":146,\"sizeSlug\":\"large\",\"linkDestination\":\"none\"} -->\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/luiz.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-146\"\/><\/figure>\n<!-- \/wp:image -->\n\n<!-- wp:image {\"id\":144,\"sizeSlug\":\"large\",\"linkDestination\":\"none\"} -->\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/caroline.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-144\"\/><\/figure>\n<!-- \/wp:image -->\n\n<!-- wp:image {\"id\":145,\"sizeSlug\":\"large\",\"linkDestination\":\"none\"} -->\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/eduarda.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-145\"\/><\/figure>\n<!-- \/wp:image -->\n\n<!-- wp:image {\"id\":143,\"sizeSlug\":\"large\",\"linkDestination\":\"none\"} -->\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/carol.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-143\"\/><\/figure>\n<!-- \/wp:image --><\/figure>\n<!-- \/wp:gallery -->","_et_gb_content_width":""},"categories":[11],"tags":[10,5,3],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/32"}],"collection":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=32"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/32\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":325,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/32\/revisions\/325"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/182"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=32"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=32"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=32"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}