{"id":343,"date":"2022-12-04T20:41:30","date_gmt":"2022-12-04T23:41:30","guid":{"rendered":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/?p=343"},"modified":"2022-12-04T21:15:29","modified_gmt":"2022-12-05T00:15:29","slug":"temos-a-inteligencia-artificial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/?p=343","title":{"rendered":"Temos a Intelig\u00eancia Artificial?"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Por: Ant\u00f4nio Gois<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/pexels-tara-winstead-8386434-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-347\" srcset=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/pexels-tara-winstead-8386434-1-980x653.jpg 980w, https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/pexels-tara-winstead-8386434-1-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Somos a intelig\u00eancia artificial? (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ Pexels)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cPodem as m\u00e1quinas pensar?\u201d, o questionamento de Alan Turing, cientista considerado o pai da computa\u00e7\u00e3o, mudou o mundo no s\u00e9culo 20. Em curto prazo, no contexto da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Turing quebrou c\u00f3digos secretos nazistas e liderou a ofensiva tecnol\u00f3gica dos Aliados para derrubar o Eixo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em longo prazo, Turing mudou o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>A informa\u00e7\u00e3o nunca foi tratada do mesmo jeito depois do <em>boom<\/em> tecnol\u00f3gico do p\u00f3s-segunda guerra. O desenvolvimento de aparelhos cada vez mais pr\u00e1ticos e velozes, juntamente \u00e0 uma rede que conecta todas as m\u00e1quinas do mundo, a<em> World Wide Web<\/em> (Rede Mundial de Computadores), permitiu que fossem criados novos modos de comunica\u00e7\u00e3o, o que tange todas as \u00e1reas da nossa vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo \u00e9 computador. Tudo \u00e9 m\u00e1quina. Se brincar at\u00e9 n\u00f3s somos m\u00e1quinas. Hoje, desde a comida que comemos at\u00e9 as roupas que usamos t\u00eam sua produ\u00e7\u00e3o ligada a computadores ou algum tipo de tecnologia digital . Sistemas que produzem, vendem, distribuem e entregam j\u00e1 s\u00e3o nossos queridinhos h\u00e1 algum tempo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, aqui se faz novamente o questionamento de Turing: \u201cPodem as m\u00e1quinas pensar?\u201d. A maioria desses computadores s\u00e3o regidos por regras &#8211; os tais algoritmos &#8211; em que os seres humanos, ainda s\u00e3o protagonistas por serem os autores dos tais conjuntos de instru\u00e7\u00f5es que os computadores seguem para executar uma tarefa. Neste sentido, a&nbsp; \u201cliberdade\u201d de uma m\u00e1quina tomar suas pr\u00f3prias decis\u00f5es ainda depende da nossa vontade e dos nossos ensinamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a f\u00e1brica que produz a cal\u00e7a rasgada da moda at\u00e9 os artistas que utilizam computadores para criar obras fant\u00e1sticas, o ser humano ainda se apresenta como o \u201cprofessor\u201d. Ainda somos \u201cchefes\u201d da m\u00e1quina, ao ponto que, se n\u00e3o fosse por n\u00f3s, o computador n\u00e3o faria nada sozinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, isto tamb\u00e9m est\u00e1 mudando. O <em>Machine Learning<\/em> (aprendizagem de m\u00e1quinas, em uma tradu\u00e7\u00e3o livre), j\u00e1 est\u00e1 mais presente do que percebemos. Seja nos <em>captchas, <\/em>meio que torna poss\u00edvel as vota\u00e7\u00f5es on-line, ou nas m\u00fasicas que ouvimos, as intelig\u00eancias artificiais est\u00e3o na nossa vida at\u00e9 onde n\u00e3o fazemos ideia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Intelig\u00eancia Artificial (IA) \u00e9 uma \u00e1rea multidisciplinar. A princ\u00edpio est\u00e1 muito ligada com a parte da computa\u00e7\u00e3o, mas envolve conceitos e intera\u00e7\u00f5es de diversas outras \u00e1reas, como a filosofia, psicologia, sociologia, matem\u00e1tica e estat\u00edstica. O objetivo da IA \u00e9 fazer com que o computador possa realizar tarefas que antes eram prioritariamente realizadas por seres humanos. A intelig\u00eancia artificial tenta mimetizar processos que inicialmente eram exclusivos de pessoas\u201d, explica o professor Anthony Lins, doutor em Biotecnologia e mestre em Engenharia da Computa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp; <em>Machine Learning<\/em>, j\u00e1 comentado nesta reportagem, n\u00e3o \u00e9 nada mais nada menos que matem\u00e1tica. \u201cO grande exemplo que se tem como IA hoje \u00e9 o segmento da aprendizagem de m\u00e1quinas. Voc\u00ea adota um modelo matem\u00e1tico que vai sendo ajustado de acordo com conjuntos de dados\u201d, contou o prof. Anthony.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"is-layout-constrained wp-block-group\">\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/1_gshow_enquete_bbb_21-15659767-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-344\" width=\"373\" height=\"252\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vota\u00e7\u00e3o do Big Brother Brasil fazendo uso do capchta (Reprodu\u00e7\u00e3o GShow)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Um exemplo popular disso \u00e9 nas vota\u00e7\u00f5es do programa Big Brother Brasil. Ao escolher as imagens correspondentes a notas musicais ou a um passarinho, provamos que somos humanos e n\u00e3o rob\u00f4s. Ali estamos fazendo o Teste de Turing. Em outra mec\u00e2nica, mas com a mesma ess\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de teste aprende com seus usu\u00e1rios. Nas&nbsp; primeiras respostas, a intelig\u00eancia por tr\u00e1s do gabarito n\u00e3o sabe exatamente o que \u00e9 uma nota musical ou um passarinho. Ao passo que respondemos e clicamos nos \u00edcones certos, o rob\u00f4 aprende que o desenho da clave \u00e9 uma nota musical e que a figura com asas \u00e9 um passarinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Usar o exemplo do <em>captcha<\/em> para explicar como funciona uma tecnologia t\u00e3o refinada quanto a IA parece at\u00e9 um desperd\u00edcio, mas o princ\u00edpio \u00e9 o mesmo usado para fazer&nbsp; recomenda\u00e7\u00e3o de roupas, em sites como a <em>Shein<\/em>, v\u00eddeos, em m\u00eddias como o Youtube e livros, em lojas como a <em>Amazon.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO servi\u00e7o de compras pode fazer uso de um modelo matem\u00e1tico que representa o seu perfil, baseado em outras compras realizadas por outras pessoas que podem ter perfis semelhantes ao seu. G\u00eanero, idade, localiza\u00e7\u00e3o, compras anteriores. Intelig\u00eancias Artificiais podem ter modelos de aprendizagem\u201d, afirma o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode parecer muito pr\u00e1tico, mas com um pouco de reflex\u00e3o se pode perceber o quanto essas recomenda\u00e7\u00f5es podem ser limitadoras. A depender da IA, acabamos ouvindo as mesmas m\u00fasicas, vendo os mesmos v\u00eddeos, comprando as mesmas roupas e lendo os mesmos autores. Ao ponto que isso n\u00e3o nos traz mudan\u00e7a alguma, e permanecemos na mesma bolha.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, no mundo profissional,, as intelig\u00eancias artificais podem acabar se tornando uma pedra em nossos sapatos em um futuro breve. Em um exemplo pr\u00e1tico, o site <em><a href=\"https:\/\/willrobotstakemyjob.com\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/willrobotstakemyjob.com\/\">Will Robots Take My Job<\/a><\/em> mostra as chances de uma m\u00e1quina \u201ctomar\u201d seu emprego, baseado na profiss\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o jornalismo, o risco ainda \u00e9 baixo. E para voc\u00ea?<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>CONSCI\u00caNCIA HUMANA?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>H\u00e1 muitos anos, pesquisadores da mente humana tentam reproduzir a consci\u00eancia de pessoas em m\u00e1quinas. A \u201csenci\u00eancia\u201d, ou seja, a capacidade de vivenciar um fato e desenvolver sentimentos a respeito desta experi\u00eancia, \u00e9 tratada como o \u201cSanto Graal\u201d dos estudos sobre intelig\u00eancia artificial. Os questionamentos sobre um corpo mec\u00e2nico ter no\u00e7\u00e3o de si mesmo e sentir a necessidade de se autopreservar nunca foram t\u00e3o intensos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ano, foi publicado um estudo na revista <em>Neuron <\/em>em que Brett Kagan, cientista da empresa Cortical Labs, afirma ter criado um c\u00e9rebro sens\u00edvel em laborat\u00f3rio. Segundo ele, o c\u00e9rebro \u00e9 capaz de receber informa\u00e7\u00f5es de uma fonte externa, process\u00e1-las e responder em tempo real.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"is-content-justification-left is-layout-constrained wp-container-2 wp-block-group\">\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full is-resized is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/768735e9-edit_1-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-345\" width=\"431\" height=\"301\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mini c\u00e9rebro criado em laborat\u00f3rio (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Cortical Labs)&nbsp; &nbsp;<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No caso, a fonte externa seria o videogame Pong, no qual dois jogadores disputam quem n\u00e3o deixa a bola passar por barrinhas virtuais. O &#8220;mini c\u00e9rebro&#8221; aprendeu a jogar em cinco minutos, se recalibrando ao&nbsp;ponto em que novas trajet\u00f3rias eram feitas pela bolinha do jogo.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Cientistas reconheceram que, embora \u201cempolgante\u201d, o experimento ainda estaria longe da t\u00e3o buscada <em>senci\u00eancia<\/em>. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Mas o questionamento fica: a Intelig\u00eancia Artificial pode ter uma reprodu\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia humana?<\/p>\n\n\n\n<p>O Doutor em Filosofia Gerson Arruda responde que n\u00e3o. \u201cDo ponto de vista da filosofia, h\u00e1 uma divis\u00e3o entre fil\u00f3sofos que de fato acreditam e os que n\u00e3o. Eu tenho a opini\u00e3o de que \u00e9 <strong>imposs\u00edvel <\/strong>a reprodu\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia do mundo cient\u00edfico, pelo menos, de uma <strong>consci\u00eancia semelhante<\/strong> \u00e0 nossa. A n\u00e3o ser que seja uma consci\u00eancia diferente da nossa, portanto, n\u00e3o seria consci\u00eancia\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcredito que n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de reprodu\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia, muito menos reprodu\u00e7\u00e3o ou manuten\u00e7\u00e3o de autoconsci\u00eancia. Acho que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel criar um c\u00e9rebro artificial\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E finaliza: \u201c\u00e9 poss\u00edvel fazer mapeamentos cerebrais e fazer reprodu\u00e7\u00f5es deste mapeamento em objetos artificiais. \u00c9 poss\u00edvel reproduzir uma sinapse eletromagn\u00e9tica do meu c\u00e9rebro num aparelho artificial, mas isso n\u00e3o denotaria em uma consci\u00eancia, em uma mente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2><strong>ARTE<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em 1994, Chico Science cantava que \u201ccomputadores fazem arte e artistas fazem dinheiro\u201d. Hoje, d\u00e9cadas depois do \u201cDa Lama ao Caos\u201d, \u00e1lbum do Na\u00e7\u00e3o Zumbi, artistas j\u00e1 desenvolvem obras de arte com ajuda de Intelig\u00eancia Artificial, como a ferramenta Midjourney.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2022_2\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/antoniooo_Blue_Russian_Cat_in_Vincent_Van_Gogh_painting_causing_45f84499-7ac4-43f5-a018-2936138bdb29-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-346\" width=\"825\" height=\"825\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem criada com a ferramenta Midjourney<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 uma IA que gera ilustra\u00e7\u00f5es criativas baseadas em ordens de usu\u00e1rios. O usu\u00e1rio cita palavras-chave e, com a interpreta\u00e7\u00e3o da Intelig\u00eancia Artificial, surgem imagens criadas pela ferramenta.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, sozinha, a IA serviria como um artista em ascens\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s temos elementos humanos que interferem diretamente no modo como n\u00f3s criamos e olhamos para uma obra de arte. Elas [intelig\u00eancias artificiais] podem desempenhar algum tipo de cria\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 poss\u00edvel, mas n\u00e3o \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o humana no sentido de cultura. Eles n\u00e3o criam cultura no mesmo sentido que n\u00f3s criamos e a raz\u00e3o disso se d\u00e1, exatamente, porque existem elementos que s\u00e3o pr\u00f3prios dos seres humanos, como elementos biol\u00f3gicos, por exemplo, que n\u00e3o est\u00e3o presentes em m\u00e1quinas artificiais\u201d, opina o professor Gerson.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para o professor Anthony, \u00e9 poss\u00edvel a cria\u00e7\u00e3o de arte, como conhecemos, por uma intelig\u00eancia artificial. \u201cHoje a gente tem modelos de aprendizagem, modelos de extra\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas que podem, sim, aliada a outras quest\u00f5es computacionais, criar arte\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00e9todo da cria\u00e7\u00e3o dessas obras tamb\u00e9m leva em conta a capacidade de aprendizagem das m\u00e1quinas. \u201cForam preparados modelos de aprendizagem na qual os dados de entrada desses modelos seriam composi\u00e7\u00f5es musicais. Foram percebidos padr\u00f5es nessas composi\u00e7\u00f5es musicais que a IA, ao longo de seu processo de aprendizagem, pode entregar resultados como novos modelos, novas m\u00fasicas e novas obras de arte\u201d, define Anthony.<\/p>\n\n\n\n<p>Se um dia nossa criatividade poder\u00e1 ser substitu\u00edda por uma m\u00e1quina, ainda n\u00e3o sabemos. Nem n\u00f3s e nem as intelig\u00eancias artificiais podem prever este cen\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por enquanto, para o bem ou para o mal, podemos nos contentar em mandar nas m\u00e1quinas e n\u00e3o o contr\u00e1rio&#8230; Ou ser\u00e1 que o contr\u00e1rio j\u00e1 acontece?<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Descubra como criar sua pr\u00f3pria arte com Intelig\u00eancia Artificial abaixo. <\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"960\" height=\"720\" data-original-width=\"1024\" data-original-height=\"768\" src=\"https:\/\/www.thinglink.com\/card\/1643725040543334403\" type=\"text\/html\" frameborder=\"0\" webkitallowfullscreen mozallowfullscreen allowfullscreen scrolling=\"no\"><\/iframe><script async src=\"\/\/cdn.thinglink.me\/jse\/responsive.js\"><\/script>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Ant\u00f4nio Gois \u201cPodem as m\u00e1quinas pensar?\u201d, o questionamento de Alan Turing, cientista considerado o pai da computa\u00e7\u00e3o, mudou o mundo no s\u00e9culo 20. 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