{"id":261,"date":"2023-06-14T09:10:48","date_gmt":"2023-06-14T12:10:48","guid":{"rendered":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2023_1\/?p=261"},"modified":"2023-06-15T15:22:18","modified_gmt":"2023-06-15T18:22:18","slug":"muribeca-a-memoria-a-revolta-e-o-vazio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2023_1\/muribeca-a-memoria-a-revolta-e-o-vazio\/","title":{"rendered":"Muribeca \u2014 A mem\u00f3ria, a revolta e o vazio"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>Por Laura Martiniano<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Aquilo que somos \u00e9 fruto de uma s\u00e9rie de fatores, entre eles, onde vivemos e as lembran\u00e7as que constru\u00edmos dentro desse meio. Abandonar um lar n\u00e3o \u00e9 uma experi\u00eancia f\u00e1cil: ela pode vir acompanhada de dor, melancolia, nostalgia e medo, especialmente se esse desamparo n\u00e3o for uma escolha, mas sim, uma imposi\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na Regi\u00e3o Metropolitana do Recife, existem espa\u00e7os que carregam o trauma do abandono. Constru\u00e7\u00f5es desertas, lares desolados e grandes vazios que trazem, em suas ru\u00ednas, fragmentos da hist\u00f3ria de muitos pernambucanos que foram v\u00edtimas da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, da periferiza\u00e7\u00e3o e da nega\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 cidade. O bairro da Muribeca, no munic\u00edpio de Jaboat\u00e3o dos Guararapes, \u00e9 um desses lugares.<\/p>\n\n\n\n<p>O Conjunto Muribeca foi constru\u00eddo pelo Banco Nacional de Habita\u00e7\u00e3o em 1982 e consistia em um aglomerado de 70 pr\u00e9dios que tinha como objetivo realocar, em 2.240 unidades habitacionais, uma parcela da popula\u00e7\u00e3o do centro do Recife na periferia. Em 1986, os primeiros problemas surgiram, j\u00e1 que um dos blocos corria risco de desabamento devido a suas muitas rachaduras, tendo sido demolido em 1995.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No ano de 2012, a Caixa Econ\u00f4mica Federal, que substituiu o BNH, foi condenada a reconstruir os im\u00f3veis na mesma \u00e1rea, mas isso nunca aconteceu. Pelo contr\u00e1rio, em 2014, os outros 69 apartamentos foram interditados e, em 2019, demolidos, apesar da muita luta da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"410\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2023_1\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Muribeca-410x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-308\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>A mem\u00f3ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A morte f\u00edsica do conjunto aconteceu gradualmente, enquanto os moradores restantes assistiam seu lar, aos poucos, se tornar um bairro fantasma. Apesar do desaparecimento da estrutura da comunidade, a regi\u00e3o permanece viva na mem\u00f3ria dos antigos habitantes dos blocos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O esquecimento \u00e9 perigoso e tem o poder de enfraquecer ou apagar hist\u00f3rias, por isso, surge a necessidade de encontrar uma forma de eternizar as lembran\u00e7as e os sentimentos que d\u00e3o vida ao mundo. Com isso em mente, Camilo Soares e Alcione Ferreira tiveram uma ideia: transformar a narrativa, as emo\u00e7\u00f5es, as mem\u00f3rias e as conex\u00f5es dos moradores da Muribeca em um document\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Soares \u00e9 fot\u00f3grafo, diretor de fotografia e professor do curso de cinema da Universidade Federal de Pernambuco. Ferreira \u00e9 rep\u00f3rter, j\u00e1 foi fotojornalista do Di\u00e1rio de Pernambuco e conquistou diversos pr\u00eamios com seu trabalho com fotografia, como um Vladmir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2018Muribeca\u2019 estreou nos cinemas brasileiros no dia 2 de mar\u00e7o deste ano, com a produ\u00e7\u00e3o da \u2018Descoloniza Filmes\u2019. No Recife, o document\u00e1rio esteve dispon\u00edvel nos cinemas da Funda\u00e7\u00e3o do Derby e do Porto Digital.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/_v1nZZQFX63WoLYVJjgQGTYYP47afMr5XZjD2LA_604-pTvhYddAxXNHSAHTUqt6ebzbbdwRVB3hsRZ9irdtRSXDgyRYBd43G8OlqAbv6ynEExK29r2xTtPElX9Fte0U-AUvdrGtdoNMYB6V3l1Z4LA\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><em>P\u00f4ster do document\u00e1rio Muribeca, dirigido por Alcione Ferreira e Camilo Soares<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Camilo Soares conta que j\u00e1 tinha um contato anterior com a Muribeca antes da ideia de produzir o document\u00e1rio. Tanto ele quanto Alcione Ferreira acompanharam o processo imbr\u00f3glio jur\u00eddico que envolveu o conjunto e observou a situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a em que os habitantes do local foram inseridos. \u201cSurgiu essa vontade de entender, retratar e colocar a quest\u00e3o sob o ponto de vista dessas pessoas, de maneira que fosse compreendido que sua luta era, claro, por moradia, mas tamb\u00e9m por mem\u00f3ria e pela preserva\u00e7\u00e3o da sua hist\u00f3ria de mais de 30 anos\u201d, relata o diretor.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia dos dois partiu de suas respectivas viv\u00eancias pessoais. Ambos j\u00e1 tinham interesse em mergulhar no tema de urbanismo imaterial e direito \u00e0 cidade. \u201cEu morava vizinha ao conjunto, no bairro de Prazeres, tamb\u00e9m no sub\u00farbio de Jaboat\u00e3o. T\u00ednhamos amigos em comum naquele lugar, a exemplo de Flav\u00e3o e Mir\u00f3, que aparecem no document\u00e1rio.&nbsp; Come\u00e7amos a conversar sobre fazermos algo sobre essa rela\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 observ\u00e1vamos no passado, um lugar em que as pessoas constru\u00edram uma rede forte de&nbsp; afeto por estarem convivendo na mesma comunidade\u201d, registra Alcione Ferreira.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Soares, a ideia de filmar o document\u00e1rio foi bem aceita pela comunidade. Os diretores explicaram aos habitantes como fariam as filmagens, a montagem e o processo de distribui\u00e7\u00e3o. Ferreira acrescenta: \u201cOs moradores e moradoras trouxeram, a partir de suas experi\u00eancias pessoais, o que sentem e como veem o lugar, os vizinhos, as din\u00e2micas. Atrav\u00e9s de suas impress\u00f5es elas e eles v\u00e3o construindo um \u00e1lbum ampliado de fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do conhecimento pr\u00e9vio da hist\u00f3ria do Conjunto Muribeca, os cineastas passaram por diversos processos de aprendizado ao longo das filmagens do document\u00e1rio. \u201cA gente j\u00e1 tinha um roteiro, uma ideia pr\u00e9-concebida. No come\u00e7o quer\u00edamos fazer um curta-metragem, mas chegando l\u00e1 percebemos que um curta n\u00e3o daria conta de uma trajet\u00f3ria t\u00e3o rica e complexa. A partir disso, vimos tamb\u00e9m que nosso plano pr\u00e9-concebido n\u00e3o poderia afirmar o que era a realidade, e que dever\u00edamos permanecer mais abertos para as coisas como elas v\u00e3o se apresentando\u201d, diz o fot\u00f3grafo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2018Muribeca\u2019 foi exibido em diversos festivais nacionais e internacionais, a exemplo do CinePe e do Festival Internacional de Document\u00e1rios de Buenos Aires, conhecido como Fidba. Para Alcione Ferreira, levar a hist\u00f3ria da comunidade ao mundo pode contribuir com a amplia\u00e7\u00e3o de debates em rela\u00e7\u00e3o ao direito \u00e0 cidade, levando em considera\u00e7\u00e3o o afeto das pessoas. \u201cN\u00e3o h\u00e1 como decidir sobre o destino das vidas de tantas fam\u00edlias ignorando suas subjetividades, suas autonomias. Levando Muribeca para outros lugares pudemos sentir, a partir da recep\u00e7\u00e3o do filme, como esse debate do direito ao pertencimento coletivo est\u00e1 se movimentando em outras comunidades. E isso \u00e9 importante para que mais comunidades possam se comunicar, trocar ideias, experi\u00eancias e pensar estrat\u00e9gias de enfrentamento \u00e0 amea\u00e7a de apagamento de indiv\u00edduos e suas mem\u00f3rias. As inst\u00e2ncias do poder p\u00fablico precisam considerar as dimens\u00f5es de afeto das popula\u00e7\u00f5es\u201d, finaliza ela.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>A Revolta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As mem\u00f3rias representam uma parcela significativa do que faz uma comunidade permanecer viva. Entretanto, \u00e9 preciso mais do que afeto e lembran\u00e7as para reerguer ru\u00ednas. A produ\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio \u2018Muribeca\u2019 foi abra\u00e7ada por pessoas e institui\u00e7\u00f5es que se propuseram a ajudar a equipe e colaborar com o projeto. Entre os participantes, est\u00e1 a ONG Somos Todos Muribeca.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria da comunidade vai al\u00e9m do que \u00e9 mostrado nas telas. Por tr\u00e1s das c\u00e2meras, moradores lutam diariamente pela preserva\u00e7\u00e3o do seu lar e pelos direitos do seu povo. H\u00e1 uma trajet\u00f3ria expressiva de batalhas e revoltas, protagonizadas pelos habitantes da Muribeca.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/b0aSToE03TLYAvOiC9gCGtmRYuyFbu-nqXR754wksswqtPH4i1KRhoewLNiz1rQUdZBfzqPtn3XpuYBlU7Y8FBSYihXImo_hwGfunxMN0DBeIlWgp5svvwnnsw2LRCTAvnB3m2JviDuuNwUN4oQooKA\" alt=\"\" width=\"576\" height=\"771\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><em>Gravura em uma das paredes da ONG Somos Todos Muribeca.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O Somos Todos Muribeca surgiu em junho de 2015, com o objetivo de erguer um espa\u00e7o de reflex\u00e3o e debate na comunidade, al\u00e9m de desenvolver projetos e pol\u00edticas p\u00fablicas voltados para a conserva\u00e7\u00e3o da moradia, meio ambiente e a sustentabilidade no meio urbano e perif\u00e9rico. A institui\u00e7\u00e3o foi formada por filhos de antigos moradores dos apartamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A ONG tem como miss\u00e3o promover direitos por meio da organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, tendo como foco o direito \u00e0 cidade, a educa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, social, ambiental, financeira e empreendedora; a sa\u00fade, o antirracismo, a anti-LBGTfobia e&nbsp; a igualdade de g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/QRKCApXV94VLS64UP7U3S9xRUxPVhqJFEQOohRRigY-j4l_7xabi0D1dzTYgvBAPF961CX9PqRy1NRzmDy8lvm--Yr6Ij5QZXOWRLcUzHm_Fh9nmGA6yWSw2qJfim5wm-_dm5hyKz0rlzF3B1ekxOjA\" alt=\"\" width=\"626\" height=\"837\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><em>Fachada da sede da ONG Somos Todos Muribeca, localizada pr\u00f3xima ao antigo conjunto.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Charles Henrique, Marcelo Trindade e Andr\u00e9a Costa fazem parte da dire\u00e7\u00e3o do Somos Todos Muribeca e conversaram com O Berro sobre sua hist\u00f3ria e a\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Muribeca \u2014 A mem\u00f3ria, a revolta e o vazio\" width=\"1080\" height=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7fAAv1nyQvw?feature=oembed\"  allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Entrevista com representantes da ONG Somos Todos Muribeca<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>O vazio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No filme \u2018Muribeca\u2019, uma das entrevistadas compartilha seus pensamentos, chama sua ent\u00e3o moradia de \u201ccemit\u00e9rio de pessoas vivas\u201d. O conjunto n\u00e3o existe mais. Suas edifica\u00e7\u00f5es, agora, d\u00e3o lugar a um vazio, que \u00e9 encarado diariamente&nbsp; pelas pessoas que restaram na comunidade. Apesar da morte f\u00edsica e da ru\u00edna de parte do local, o bairro vive. Muitas fam\u00edlias reconstroem, aos poucos, o seu lar, ao redor dos antigos blocos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/TlnrQWNNy796mxg2zRzJBo1frXLxka2vaOIcTJfVY3ZsD7LBeWyNtT-DLkchKKLK-JoYTsGZD6g_kwCYZu62YHTk1OJH3-Nq30MfFegn015dl4uAyDlmCATsy8fdJ9UeDiyXt6gNtzw8dFz0AbHrmSg\" alt=\"\" width=\"644\" height=\"862\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><em>Terreno do antigo Conjunto Muribeca, demolido em 2019.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>.Atualmente, Marcelo Trindade estima que h\u00e1 entre 5 e 8 mil habitantes no bairro. Muitos deles vivem em casas constru\u00eddas ao redor dos blocos, e a comunidade, mesmo que enfraquecida pelos eventos passados, continua lutando.&nbsp; As lembran\u00e7as est\u00e3o vivas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2023_1\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Podcast-Jorn-Mult.mp3\"><\/audio><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Podcast sobre mem\u00f3rias do Conjunto Muribeca<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>Edi\u00e7\u00e3o: Rafael Gueiros<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No filme \u2018Muribeca\u2019, uma das entrevistadas compartilha seus pensamentos, chama sua ent\u00e3o moradia de \u201ccemit\u00e9rio de pessoas vivas\u201d. O conjunto n\u00e3o existe mais. Suas edifica\u00e7\u00f5es, agora, d\u00e3o lugar a um vazio, que \u00e9 encarado diariamente\u00a0 pelas pessoas que restaram na comunidade. Apesar da morte f\u00edsica e da ru\u00edna de parte do local, o bairro vive. Muitas fam\u00edlias reconstroem, aos poucos, o seu lar, ao redor dos antigos blocos.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":305,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2023_1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/261"}],"collection":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2023_1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2023_1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2023_1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2023_1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=261"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2023_1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/261\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":509,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2023_1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/261\/revisions\/509"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2023_1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/305"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2023_1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=261"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2023_1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=261"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2023_1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=261"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}