{"id":9,"date":"2024-11-22T10:21:31","date_gmt":"2024-11-22T13:21:31","guid":{"rendered":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/?p=9"},"modified":"2025-04-03T17:17:33","modified_gmt":"2025-04-03T20:17:33","slug":"da-coreia-para-recife-como-o-k-pop-une-fas-pelo-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/da-coreia-para-recife-como-o-k-pop-une-fas-pelo-mundo\/","title":{"rendered":"Da Coreia para Recife: como o K-pop une f\u00e3s pelo mundo\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p><span data-contrast=\"auto\">Nos \u00faltimos anos, o K-pop ultrapassou barreiras geogr\u00e1ficas e lingu\u00edsticas, tornando-se um dos maiores fen\u00f4menos musicais globais. O g\u00eanero, que come\u00e7ou a ganhar for\u00e7a na Coreia do Sul nas d\u00e9cadas de 1990 e 2000, com grupos como H.O.T e Seo Taiji and Boys, agora domina paradas musicais ao redor do mundo, rivalizando com os maiores nomes da m\u00fasica ocidental. Esse sucesso mete\u00f3rico \u00e9 atribu\u00eddo a uma combina\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o musical com videoclipes elaborados e coreografias sincronizadas, mas h\u00e1 um fator crucial que impulsionou essa ascens\u00e3o: o fandom.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span data-contrast=\"auto\">Com grupos como BTS, BLACKPINK, EXO e Stray Kids, o K-pop n\u00e3o s\u00f3 conquistou um p\u00fablico diverso, mas tamb\u00e9m criou uma comunidade apaixonada e dedicada. O fandom desses grupos, conhecido por nomes espec\u00edficos \u2014 como ARMY (f\u00e3s do BTS) e BLINKs (f\u00e3s do BLACKPINK) \u2014 desempenha um papel fundamental na dissemina\u00e7\u00e3o da cultura e na promo\u00e7\u00e3o dos seus \u00eddolos, seja comprando \u00e1lbuns f\u00edsicos, assistindo v\u00eddeos no YouTube repetidamente para aumentar o n\u00famero de visualiza\u00e7\u00f5es ou organizando campanhas, para que, seus artistas favoritos sejam reconhecidos em premia\u00e7\u00f5es internacionais.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><b><span data-contrast=\"auto\">O impacto global<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, o K-pop ultrapassou os limites da \u00c1sia e conquistou mercados importantes como os Estados Unidos, a Europa e a Am\u00e9rica Latina. O BTS, por exemplo, fez hist\u00f3ria ao ser o primeiro grupo de K-pop a se apresentar no Grammy Awards e ao conquistar o topo da parada da Billboard 200. Outros grupos, como BLACKPINK, se apresentam em grandes festivais, como o Coachella, na Calif\u00f3rnia.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas \u00e9 no Brasil que est\u00e3o alguns dos grupos de fandoms das bandas de K-pop.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><b><span data-contrast=\"auto\">Shows e f\u00e3s ao redor do mundo<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p>Kaiane Takeuchi, brasileira de 21 anos que mora no Jap\u00e3o desde a adolesc\u00eancia, \u00e9 f\u00e3 de BLACKPINK desde 2020 e relata que fez de tudo para conseguir ir ao show da turn\u00ea em junho do ano passado, quando a \u2018<em>Born Pink World Tour<\/em>\u2019 do grupo passou por Osaka.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"1600\" src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG-20240930-WA0080.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-160\" style=\"width:529px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG-20240930-WA0080.jpg 1200w, https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG-20240930-WA0080-980x1307.jpg 980w, https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG-20240930-WA0080-480x640.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1200px, 100vw\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Para Kaiane, o K-pop oferece algo al\u00e9m da m\u00fasica: a aten\u00e7\u00e3o dedicada aos f\u00e3s. \u201cOs \u00eddolos priorizam muito essa liga\u00e7\u00e3o [com os f\u00e3s], e isso \u00e9 importante para que nos sintamos valorizados pelos artistas. Antes do show, eu nunca tinha experimentado algo assim\u201d, relembra Raiane.<\/p>\n\n\n\n<p>BLACKPINK, em especial, teve um impacto significativo em sua vida. \u201cEsse senso de uni\u00e3o e amizade entre as meninas [do BLACKPINK] \u00e9 muito cativante. \u00c9 especial ver um grupo de amigas fazendo o que amam e espalhando esse amor entre os f\u00e3s\u201d, completou a jovem.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"1600\" src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG-20240930-WA0083.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-161\" style=\"width:526px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG-20240930-WA0083.jpg 1200w, https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG-20240930-WA0083-980x1307.jpg 980w, https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/IMG-20240930-WA0083-480x640.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1200px, 100vw\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Kaiane Takeuchi no show de BLACKPINK em Osaka &#8211; Jap\u00e3o (imagens autorizadas pela entrevistada)&nbsp;<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><b><span data-contrast=\"auto\">Redes sociais e a uni\u00e3o do fandom<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span data-contrast=\"auto\">\u201cSer f\u00e3 de K-pop \u00e9 muito mais do que gostar das m\u00fasicas. A gente se sente parte de uma comunidade. Fazemos amigos, ajudamos nas campanhas, ficamos horas votando para que nossos \u00eddolos ganhem pr\u00eamios. \u00c9 uma dedica\u00e7\u00e3o que vai al\u00e9m do que eu j\u00e1 vi em outros estilos musicais\u201d, disse Mariana Miguel Campos, de 22 anos, f\u00e3 do grupo NCT Dream.<\/span><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"778\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Screenshot_20241108_140518_Photos-778x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-162\" style=\"width:437px;height:auto\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"792\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Screenshot_20241108_140457_Photos-792x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-163\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Show de NCT Dream em S\u00e3o Paulo, julho de 2023&nbsp;<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><span data-contrast=\"auto\">Ela tamb\u00e9m enfatiza o papel das redes sociais na dissemina\u00e7\u00e3o do K-pop. \u201cO Twitter, por exemplo, era um lugar onde a gente se organizava. Em \u00e9poca de comeback, a gente fazia mutir\u00e3o para dar stream nas m\u00fasicas e para votar nas premia\u00e7\u00f5es. \u00c9 um trabalho de equipe, sabe?\u201d, completa Mariana.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><b><span data-contrast=\"auto\">K-pop em Recife: o fen\u00f4meno que une pessoas&nbsp;<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p>Originalmente divulgada pelo Instagram KPE \u2013 KPOPERS PE (@kpopperspenews), perfil criado em 2022 para denunciar poss\u00edveis casos de descaso com grupos de dance cover (grupos de dan\u00e7a que ensaiam e apresentam coreografias de K-pop), a p\u00e1gina se transformou em um portal de divulga\u00e7\u00e3o e visibilidade para eventos e grupos de K-pop, em Pernambuco. A idealizadora da p\u00e1gina, Aretha Santana, coordena h\u00e1 dez anos o MOVE Dance Team, um grupo recifense de K-pop dance cover.<\/p>\n\n\n\n<p>Dan\u00e7arina desde os tr\u00eas anos, Aretha conheceu o K-pop em 2007 e se apaixonou imediatamente. Em 2012, passou a se dedicar \u00e0s coreografias do g\u00eanero e, desde ent\u00e3o, n\u00e3o parou mais. Com o objetivo de reunir pessoas que sabiam dan\u00e7ar, mas tinham vergonha de se apresentar em p\u00fablico, Aretha criou o Random Play Dance em 2022, que uma vez por m\u00eas, se reunem em frente ao Cais do Sert\u00e3o. Hoje, o evento \u00e9 o maior Random Play Dance do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ideia do Random surgiu como uma forma de unir todos que amam a dan\u00e7a e o K-pop, funcionando como um movimento cultural aberto ao p\u00fablico\u201d, explica Aretha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><b><span data-contrast=\"auto\">O futuro do K-pop<\/span><\/b><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:240,&quot;335559739&quot;:240}\">&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto a ind\u00fastria do entretenimento coreano continua expandindo suas fronteiras, muitos acreditam que o K-pop ainda tem muito a crescer. Com cada vez mais grupos que se destacam e novos talentos surgem, o g\u00eanero parece estar longe de saturar. Al\u00e9m disso, a presen\u00e7a de plataformas digitais como YouTube, TikTok e Spotify, que impulsionam ainda mais a visibilidade dos artistas e facilita o contato direto entre f\u00e3s e \u00eddolos.<\/p>\n\n\n\n<p>O K-pop n\u00e3o \u00e9 apenas um g\u00eanero musical, \u00e9 um movimento global movido pela paix\u00e3o de seus f\u00e3s, que t\u00eam um papel ativo em levar seus \u00eddolos cada vez mais longe. Com uma base de f\u00e3s t\u00e3o dedicada e artistas inovadores, o estilo musical parece estar destinado a manter seu reinado na ind\u00fastria musical por muitos anos.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Uma tarde no Recife Antigo: o verdadeiro palco para os grupos de K-POP dance cover\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/1036160036?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"1080\" height=\"608\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, o K-pop ultrapassou os limites da \u00c1sia e conquistou mercados importantes como os Estados Unidos, a Europa e a Am\u00e9rica Latina<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":158,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-9","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entretenimento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":713,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9\/revisions\/713"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-json\/wp\/v2\/media\/158"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2024_2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}