Todos os editoriais de revistas
de histórias de amor são
Ridículos.
Não seriam editoriais de revistas
de histórias de amor se não fossem
Ridículos.
Também escrevi em meu tempo editoriais
de revistas de histórias de amor,
Como os outros,
Ridículos.
Os editoriais de revistas de histórias
de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículos.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Editoriais de revistas de histórias de amor
É que são
Ridículas.
Essa edição de O Berro! nasceu do desejo de olhar para essas histórias (ridículas), muitas vezes escondidas, da vida pequena, de gente comum. Histórias que raramente seriam manchete em qualquer outro veículo, que dificilmente ganhariam espaço editorial em qualquer outra revista, mas que pra gente não poderiam, jamais, passar despercebidas. São histórias que dizem muito sobre o que somos e sobre o tempo em que estamos vivendo.
Escolhemos contar o amor do jeito que ele se apresenta: em muitas formas. O amor que começa em um aplicativo e termina em uma perseguição de um detetive particular; o que exige coragem e desafia governos para atravessar oceanos; o que passa por lutos e se reinventa; o amor que é mediado pelo próprio reflexo no espelho, por um time de futebol, uma banda, instrumento musical, um sabor de whey protein ou ainda, por uma comida que te faz se sentir em casa.
Ninguém passa por essa vida sem amar algo ou alguém. É o que nos move desde que o mundo é mundo. É também o que preenche cada matéria que vocês vão ler agora, como um sentimento que vocês reconheceriam mesmo sem que a gente o tivesse nomeado.
Se joguem!
