{"id":181,"date":"2026-04-24T09:57:41","date_gmt":"2026-04-24T12:57:41","guid":{"rendered":"http:\/\/o-berro-2025-1-4"},"modified":"2026-04-24T11:51:52","modified_gmt":"2026-04-24T14:51:52","slug":"green-card-em-tempos-de-trump","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/?p=181","title":{"rendered":"Green card em tempos de Trump"},"content":{"rendered":"<h2><strong><em>Relacionamentos entre pessoas de diferentes nacionalidades provoca choque cultural e desafia normas<\/em><\/strong><\/h2>\n<p>Como uma b\u00fassola, o amor pode guiar. Seja para determinados lugares, certas pessoas, ou os dois: conduzir voc\u00ea para outra zona atrav\u00e9s de um algu\u00e9m. Assim \u00e9 a hist\u00f3ria de Hamanda de Paula, uma brasileira que se apaixonou por Pedro Estevez, um cubano-estadunidense que vive em Miami, na Fl\u00f3rida, e, juntos, ambos t\u00eam obtido cada dia mais aprendizados, visitando diversos novos ambientes e conhecendo novos costumes atrav\u00e9s da troca que a rela\u00e7\u00e3o entre os dois tem proporcionado.<\/p>\n<p>Em um relacionamento h\u00e1 mais de 2 anos, o casal de diferentes pa\u00edses e culturas tem se desdobrado para ficarem juntos, enfrentando adversidades e tendo como o maior do problema, a dist\u00e2ncia. Hamanda mora em Igarassu, regi\u00e3o metropolitana do Recife, a 6.152 km de Miami, onde Pedro vive, e conheceu o amado atrav\u00e9s das redes sociais. Segundo a brasileira, o fato de morarem t\u00e3o longe um do outro \u00e9 o maior obst\u00e1culo na rela\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m da saudade, os gastos de ambas as partes com passagens e renova\u00e7\u00e3o de vistos \u00e9 algo para se colocar na balan\u00e7a, mas as despesas viram apenas um detalhe comparado ao amor e a felicidade que sentem quando est\u00e3o juntos.<\/p>\n<p>Os dois come\u00e7aram a conversar via chamada de v\u00eddeo para se conectarem melhor, durante meses, at\u00e9 que come\u00e7aram namorar virtualmente e decidiram se ver ao vivo. \u201cFoi uma loucura. Meus amigos sempre me dizem isso. Eu nunca tinha feito nada assim antes. Querendo ou n\u00e3o, estava colocando uma pessoa estranha em casa. Ainda tem o fato de que moro com meus pais, tive que explicar tudo a eles, aproximar Pedro de ambos para passar seguran\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s os primeiros dias juntos, a pernambucana diz que foi amor ao primeiro encontro, tanto que parecia que j\u00e1 o conhecia h\u00e1 muito tempo, especialmente na forma que ele se adaptou em seu ambiente e interagiu com seus familiares.<\/p>\n<p>\u201cFoi tudo muito natural. Tinha coisas que ele n\u00e3o conhecia muito bem e ficava por fora, at\u00e9 porque n\u00e3o falava portugu\u00eas t\u00e3o bem como agora, misturava portugu\u00eas com espanhol, mas a primeira vinda dele foi maravilhosa\u201d.<\/p>\n<p>De Paula, que n\u00e3o fala ingl\u00eas fluente, tamb\u00e9m come\u00e7ou a aprender mais depois de ter conhecido o namorado. A rec\u00e9m formada em psicologia passou a ter aulas online de ingl\u00eas para se aproximar mais de Pedro. \u201c\u00c9 uma l\u00edngua importante e necess\u00e1ria hoje em dia, pois \u00e9 a mais falada mundialmente. Mas tive mais interesse depois de come\u00e7ar a namorar com baby, especialmente depois dos planos de futuramente morarmos juntos\u201d, confessa ela.<\/p>\n<p>Com a \u00faltima pesquisa sobre voltadas para casais interculturais divulgada em 2021 pelo IBGE, levando em considera\u00e7\u00e3o o per\u00edodo de 2011 a 2019, os dados mostraram que a grande maioria dos c\u00f4njuges interculturais no que residem no Brasil foram formados por mulheres com homens de outras nacionalidades. Neste tempo, 40.739 brasileiras se casaram com pessoas de um pa\u00eds diferente do seu; j\u00e1 18.716 homens brasileiros com indiv\u00edduos de nacionalidade diferente da sua.<\/p>\n<p>Hamanda admite que, apesar do mais prov\u00e1vel ser ela se mudar pro pa\u00eds do namorado do que ele vir morar no Brasil, n\u00e3o queria ter que ir para os Estados Unidos, por diversos motivos, incluindo sentimento de n\u00e3o-pertencimento, especialmente, depois do 2\u00ba mandato do atual presidente do pa\u00eds, Donald Trump, devido a situa\u00e7\u00e3o atual de imigrantes no lugar. \u201cQueria que mor\u00e1ssemos no Brasil, mas est\u00e1 fora de cogita\u00e7\u00e3o no momento. \u00c9 uma ruptura pra mim sair da minha cultura, al\u00e9m de n\u00e3o poder ir em uma rodinha de samba\u2026 Al\u00e9m da solid\u00e3o\u201d, diz. Ela ainda completa que o fato de seu amor ter nascido em Cuba e possuir ra\u00edzes latinas facilita a familiaridade no ambiente que passa quando est\u00e1 na Am\u00e9rica do Norte. \u201cAqui onde fico tem muitos latinos. A fam\u00edlia dele tamb\u00e9m \u00e9 latina e facilita muito, pois sou mais familiarizada com espanhol, apesar de tamb\u00e9m n\u00e3o ser fluente\u201d.<\/p>\n<p>Segundo a psic\u00f3loga Laura Melo, todas essas quest\u00f5es do deslocamento e diferen\u00e7as culturais geralmente ocasionam estranhamento, podendo levar tempo para adapta\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 um processo cont\u00ednuo. \u00c9 importante tamb\u00e9m que a pessoa que se desloca esteja realmente disposta a conhecer novos h\u00e1bitos e valores.\u201d Melo ainda conta a import\u00e2ncia nessa nova fase de e os passos relevantes para enfrentar a solid\u00e3o, caso haja. \u201cNesses casos existe a aus\u00eancia de familiares e amigos. Terapia em grupo pode ser uma solu\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de estar em contato com pessoas que tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o em seu pa\u00eds de origem, para compartilhar essas viv\u00eancias, pois traz sentimento de acolhimento e compreens\u00e3o\u201d, conclui.<\/p>\n<p>Pedro, em sua vers\u00e3o, conta que j\u00e1 havia tido interesse em brasileiras antes, mas Hamanda acabou quebrando certo padr\u00e3o. Ele ainda acrescenta que o amor que sentiu por sua amada durante as conversas virtuais fez com que em tr\u00eas meses fosse visit\u00e1-la no Brasil. \u201cEla me perguntou se eu queria v\u00ea-la, e eu encarei isso como um desafio. Eu tinha que arriscar, ent\u00e3o, comprei as passagens. Meus amigos achavam que eu estava louco e me alertaram para eu ter cuidado com tr\u00e1fico de \u00f3rg\u00e3os e outras hist\u00f3rias malucas que contam, mas eu j\u00e1 estava decidido a ir\u201d.<\/p>\n<p>\u201cQuando cheguei, o pai dela foi me buscar no aeroporto. Tirei foto da placa e compartilhei a localiza\u00e7\u00e3o com um amigo, pois n\u00e3o sabia o que esperar. Quando chegamos, a casa era colorida e acolhedora, tudo diferente do que eu imaginava\u201d, conta sobre sua recep\u00e7\u00e3o. Estevez ainda diz que foi amor \u00e0 primeira vista quando viu a brasileira ao chegar em casa e como ficou surpreso no modo que os brasileiros montam seus pratos para refei\u00e7\u00f5es. \u201cVi Hamanda pessoalmente e fiquei sem palavras. Percebi que ela \u00e9 p\u00e9ssima tirando fotos, pois \u00e9 muito mais linda ao vivo\u201d.<\/p>\n<p>Ele ainda brinca sobre seu primeiro contato com a culin\u00e1ria do pa\u00eds. \u201cProvei cuscuz pela primeira vez. Al\u00e9m disso, fiquei surpreso como colocam feij\u00e3o ao lado do arroz, e n\u00e3o por cima. Foi tudo novidade pra mim. Gostei de quase todas as comidas, mas mortadela? n\u00e3o gostei. P\u00e9 de galinha? n\u00e3o gosto de muita gordura\u201d.<\/p>\n<p>Segundo ele, um choque cultural foram as praias. As brasileiras s\u00e3o melhores comparadas \u00e0s que frequenta em Miami devido a diversidade de coisas que se<\/p>\n<p>pode encontrar no local. \u201cA praia \u00e9 uma das minhas coisas favoritas. Em Miami, n\u00e3o se pode vender nada, \u00e9 ilegal, enquanto no Brasil oferecem um servi\u00e7o completo. \u00c9 poss\u00edvel obter comida e bebida, ainda trazem at\u00e9 voc\u00ea\u201d. O cubano-estadunidense ainda se declara para seu amor e diz que ter emergido na cultura de sua namorada fez toda a diferen\u00e7a. \u201cTudo parece certo quando estou com ela. N\u00e3o s\u00f3 me apaixonei por ela, mas me apaixonei por toda experi\u00eancia. A fam\u00edlia, a cultura, a forma como ela fala e a vis\u00e3o de mundo. Tudo faz parte do motivo pelo qual a amo\u201d, se declara.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-313\" src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/greencard2.jpg\" alt=\"\" width=\"715\" height=\"433\" srcset=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/greencard2.jpg 715w, https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/greencard2-480x291.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 715px, 100vw\" \/><\/p>\n<p>Devido a globaliza\u00e7\u00e3o, tem sido cada vez mais comum indiv\u00edduos de diferentes origens interagirem em diferentes culturas e constru\u00edrem esse tipo de v\u00ednculo. O fen\u00f4meno de integra\u00e7\u00e3o social, econ\u00f4mica e cultural, permite que cada vez mais pessoas explorem n\u00e3o s\u00f3 outras culturas, mas tamb\u00e9m que propaguem a sua.<\/p>\n<p>O aumento da emigra\u00e7\u00e3o, por exemplo, \u00e9 um dos grandes fatores que permite essa intera\u00e7\u00e3o cultural, deslocando diversas pessoas para outros pa\u00edses, impactando diretamente no conv\u00edvio social. Dados do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (MRE) levantados em 2022, mostram que cerca de 4,5 milh\u00f5es de brasileiros vivem no exterior, sendo que 194.480 sa\u00edram do pa\u00eds entre 2021 e 2022 &#8211; n\u00fameros esses que refletem cada vez mais a procura de explorar novos ares, seja devido \u00e0 quest\u00f5es de novas oportunidades financeiras, sonhos, ou at\u00e9 por conta de um relacionamento.<\/p>\n<p>Apesar das mudan\u00e7as, nos dias de hoje n\u00e3o necessariamente \u00e9 preciso se deslocar para conhecer diferentes culturas e pessoas. O avan\u00e7o da internet permite cada vez mais conex\u00f5es, formando amizades e rela\u00e7\u00f5es amorosas. Quando acontecem, essas conex\u00f5es de amor separadas por fronteiras formam casais com membros de diferentes nacionalidades &#8211; que j\u00e1 s\u00e3o um fen\u00f4meno em crescimento devido \u00e0 for\u00e7a do online. Redes sociais, jogos virtuais e aplicativos de relacionamentos que permitem filtragem de localiza\u00e7\u00e3o tem sido ponte para que a intera\u00e7\u00e3o aconte\u00e7a e pessoas de nacionalidades diferentes se apaixonem, formando o que \u00e9 chamado de \u201crelacionamento intercultural\u201d.<\/p>\n<p>Os relacionamentos interculturais possibilitam novas experi\u00eancias, aprender e tamb\u00e9m ensinar, devido as mais diversas diferen\u00e7as ali presentes. Se apaixonar por algu\u00e9m com costumes, tradi\u00e7\u00f5es e religi\u00e3o divergente pode ser algo ilustre e desafiador &#8211; al\u00e9m de quest\u00f5es de dist\u00e2ncia e problemas de compreens\u00e3o lingu\u00edstica, que s\u00e3o bastante comuns. Apesar disso, a troca permite algo extremamente peculiar: ambos entenderem os h\u00e1bitos e normas do outro e, assim, imergir em uma cultura totalmente diferente da que se est\u00e1 habituado, complementando suas diferen\u00e7as.<\/p>\n<p>Em relacionamentos asi\u00e1ticos, mais especificamente em pa\u00edses como a \u00cdndia, \u00e9 comum os casamentos se formarem devido a interesses familiares, diferentemente do Brasil, onde as quest\u00f5es s\u00e3o individuais. Al\u00e9m de tudo, o pa\u00eds \u00e9 mais conservador e fechado, onde um casal s\u00f3 pode se relacionar e morar juntos caso haja cerim\u00f4nia oficial, diferente de quest\u00f5es brasileiras, onde existe mais flexibilidade e liberdade. A press\u00e3o de familiares para seguir normas culturais tradicionais pode impactar diretamente na rela\u00e7\u00e3o e ambos podem sofrer com as consequ\u00eancias, caso n\u00e3o haja esfor\u00e7os para se manterem juntos, como foi o caso de Alessandra Nirrwann, brasileira que enfrentou dificuldades ao se casar com um indiano.<\/p>\n<p>Popular nas redes sociais, Alessandra acumula mais de 47 mil seguidores s\u00f3 no Instagram. A fot\u00f3grafa compartilha a rotina com seu marido indiano, Behavesh, mostrando o cotidiano de como \u00e9 viver na \u00cdndia. Apesar da leveza que o casal leva nos dias de hoje, eles j\u00e1 passaram por dificuldades devido ao choque de cultura que encontraram ao engatar o relacionamento intercultural. O pai de Behavesh, no in\u00edcio do relacionamento, procurava outra esposa para o filho, que o enfrentou e se declarou para Alessandra de uma vez. A brasileira contou em entrevistas que chegou at\u00e9 a dormir em um quarto separado do amado, pois acreditava no relacionamento. \u201cCasar com algu\u00e9m de cultura diferente envolve desafios. Meu sogro nunca aceitou a mim e meus filhos. Quando conheci a fam\u00edlia do Behavesh , o pai dele ficou recluso e n\u00e3o participava das refei\u00e7\u00f5es\u201d, disse em uma entrevista ao UOL.<\/p>\n<p>Apesar das dificuldades que casais interculturais podem encontrar, ter algu\u00e9m de uma nacionalidade diferente como parceiro ou parceira possibilita tamb\u00e9m novas oportunidades. Mergulhar em costumes distintos possibilita abranger mais os ares, absorvendo mais conhecimento, obtendo novas viv\u00eancias e at\u00e9 mesmo provando novos tipos de pratos.<\/p>\n<p>Crescente nas redes sociais, est\u00e1 cada vez mais comum esse tipo de casal postar v\u00eddeos mostrando o cotidiano e fazendo das diferen\u00e7as algo agregador e engra\u00e7ado. No TikTok, ficou popular uma trend onde os casais falam nomes de marcas populares como McDonald &#8216;s, Cheetos, Colgate etc., deixando clara a diferen\u00e7a entre as pron\u00fancias das palavras tendo em vista o determinado pa\u00eds.<\/p>\n<p>O conte\u00fado dos v\u00eddeos tamb\u00e9m abrange a culin\u00e1ria, como brasileiras fazendo seus estrangeiros provarem pratos tradicionais do Brasil como feijoada, p\u00e3o de queijo e pa\u00e7oca.<\/p>\n<p>No TikTok, Let\u00edcia Stoll acumula mais de 100 mil seguidores. A brasileira casada com um estadunidense mora nos EUA e grava constantemente o marido descobrindo novas coisas relacionadas ao Brasil. Em uma das publica\u00e7\u00f5es, o parceiro &#8211; que fala pouco portugu\u00eas &#8211; tenta decifrar prov\u00e9rbios brasileiros, erra todas as tentativas e a brasileira reage: \u201cEle tentou seu melhor\u201d. Entre um de seus v\u00eddeos, Let\u00edcia fala que um dos maiores choques culturais que j\u00e1 esteve emergindo no pa\u00eds do companheiro foi descobrir que os estadunidenses n\u00e3o usam facas para fazer refei\u00e7\u00f5es. \u201cNo come\u00e7o eu achava que era s\u00f3 com meu marido, at\u00e9 sair com amigos americanos e ver que eles tamb\u00e9m n\u00e3o usavam faca. Estava no jantar da empresa, olhei pro lado e reparei que nenhum deles estavam usando faca [&#8230;] eles pegavam, cortavam [a comida] e deixavam a faca de lado\u2026 e usavam o dedo para colocar a comida em cima do garfo e comer\u201d. Indignada, ela ainda brincou: \u201cTem coisas que n\u00e3o d\u00e1 pra entender. Pa\u00eds de primeiro mundo e a gente tem que ensinar pra eles que faca n\u00e3o serve s\u00f3 pra cortar comida. Meu Deus\u201d.<\/p>\n<p>Relacionamentos interculturais s\u00e3o como um quebra-cabe\u00e7a de experi\u00eancias, criando e trazendo hist\u00f3rias \u00fanicas em nome do amor. Todas as dificuldades e diferen\u00e7as &#8211; mesmo que nos pequenos detalhes &#8211; que esses casais enfrentam ultrapassam barreiras, sejam elas no sentido figurado, ou n\u00e3o. Diverg\u00eancias pol\u00edticas, religiosas e at\u00e9 problemas como a dist\u00e2ncia viram meros detalhes quando \u00e9 pra estar com um algu\u00e9m no qual o apego emocional prevalece.<\/p>\n<p>Casais formados por pessoas de diferentes nacionalidades, especialmente nos dias de hoje, representam a celebra\u00e7\u00e3o da diversidade, conectando o mundo, deixando que todas as diverg\u00eancias se complementem fazendo que o amor e a pluralidade prevale\u00e7am acima de tudo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relacionamentos entre pessoas de diferentes nacionalidades provoca choque cultural e desafia normas<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":311,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-181","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-gente"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/181","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=181"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/181\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":315,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/181\/revisions\/315"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/311"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=181"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=181"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=181"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}