{"id":186,"date":"2026-04-24T09:57:41","date_gmt":"2026-04-24T12:57:41","guid":{"rendered":"http:\/\/o-berro-2025-1-9"},"modified":"2026-04-24T10:19:05","modified_gmt":"2026-04-24T13:19:05","slug":"por-amor-eu-nao-choro-prefiro-sempre-cantar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/?p=186","title":{"rendered":"\u201cPor amor eu n\u00e3o choro, prefiro sempre cantar\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em>A hist\u00f3ria de um percussionista alvirrubro, um professor de matem\u00e1tica rubro-negro e uma apaixonada tricolor resistem no Recife<\/em><\/p>\n<p><strong>Por Eduardo Leite<\/strong><\/p>\n<p>No Recife, na manh\u00e3 do dia 1\u00b0 de fevereiro de 2025, antes do Cl\u00e1ssico das Multid\u00f5es que aconteceu naquela tarde, as Torcidas Organizadas (TOs) de Santa Cruz e Sport entraram em conflito na rua Real da Torre, no bairro da Madalena. O epis\u00f3dio n\u00e3o foi uma exce\u00e7\u00e3o. Infelizmente, o medo toma conta do recifense que em dia de cl\u00e1ssicos aguarda observar as ruas da capital pernambucana se transformarem em cen\u00e1rio de guerra em mais uma confus\u00e3o entre as uniformizadas do Trio de Ferro (N\u00e1utico, Santa Cruz e Sport).<\/p>\n<p>A viol\u00eancia no futebol brasileiro \u00e9 uma realidade que, segundo a pesquisa realizada pelo jornalista esportivo Rodrigo Vessoni, causou 407 mortes de 1988 a 2024. O mapeamento de confrontos entre torcidas e\/ou for\u00e7as de seguran\u00e7a aponta para um \u00edndice preocupante para o Brasil, considerado popularmente como o &quot;pa\u00eds do futebol&quot;. Conforme ranking feito pelo portal do GE, em mar\u00e7o de 2025, a maior m\u00e9dia de pagantes com jogos p\u00fablicos como mandante \u00e9 do Corinthians, cerca de 44 mil torcedores. Santa Cruz e Sport aparecem na lista com aproximadamente 23 mil e 10 mil, respectivamente.<\/p>\n<p>De fato, a paix\u00e3o pelo futebol faz parte da identidade nacional, uma cultura enraizada em muitas fam\u00edlias brasileiras, desde o in\u00e9dito pentacampeonato mundial da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira masculina at\u00e9 os oito t\u00edtulos da Copa Am\u00e9rica Feminina. Por\u00e9m, a afei\u00e7\u00e3o do torcedor transcende a cl\u00e1ssica amarelinha.<\/p>\n<p>Acompanhar o clube de cora\u00e7\u00e3o exige mais afinco, fixa\u00e7\u00e3o e, agora, perseveran\u00e7a. Afinal, o amor pelo time perdura, mas ele \u00e9 capaz de vencer o medo?<\/p>\n<p>\u2018&#x27;Eu estou muito desesperado\u2019\u2019. Foi como o estudante da gradua\u00e7\u00e3o de Hist\u00f3ria, M\u00e1rcio Dias, de 20 anos, descreveu o sentimento de afli\u00e7\u00e3o ap\u00f3s ter presenciado de perto o confronto protagonizado pelas principais organizadas de Santa Cruz (Explos\u00e3o Inferno Coral) e Sport (Torcida Jovem do Le\u00e3o) no dia 1\u00b0 de fevereiro deste ano. Na ocasi\u00e3o, o jovem estava em seu carro se encaminhando para uma unidade da academia Selfit, pr\u00f3xima ao local do violento epis\u00f3dio, que aconteceu na frente dele. \u2018\u2019Eu n\u00e3o sei como conseguir sair ileso\u2019\u2019, confessa.<\/p>\n<p>Quando teve seu ve\u00edculo apedrejado durante a confus\u00e3o, M\u00e1rcio estava acompanhado da namorada, Marianne Cardoso, de 21 anos, que tamb\u00e9m cursa Hist\u00f3ria. Ele relatou que estava na rua Real da Torre, esperando o sinal abrir para seguir o seu trajeto, quando se deu conta, uniformizados das duas torcidas come\u00e7aram o conflito e, rapidamente, um \u2018\u2019arrast\u00e3o\u2019\u2019 praticado pela organizada do Sport avan\u00e7ou em dire\u00e7\u00e3o aos ve\u00edculos.<\/p>\n<p>Segundo o estudante, a chegada dos torcedores corais e da Pol\u00edcia Militar (PM) conteve o avan\u00e7o. O susto foi grande. O resultado tamb\u00e9m. Al\u00e9m dos v\u00e1rios estabelecimentos depredados na regi\u00e3o pr\u00f3xima ao conflito, houve ao menos 13 feridos e quatro pessoas internadas no Hospital da Restaura\u00e7\u00e3o (HR), incluindo o presidente da organizada do time rubro-negro, Jo\u00e3o Victor. No dia em quest\u00e3o tamb\u00e9m foi relatado outros epis\u00f3dios de viol\u00eancia na cidade, antes e depois do jogo &#8211; que n\u00e3o foi adiado -, mas em propor\u00e7\u00f5es menores, muito por conta da quantidade de torcedores uniformizados detidos pelas autoridades naquela manh\u00e3.<\/p>\n<p>\u2018\u2019N\u00e3o h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a no momento para que jogos do Santa Cruz e do Sport sejam feitos com torcida\u201d, informou o secret\u00e1rio de Defesa Social, Alessandro Carvalho, em entrevista concedida na noite do confronto. Ele acrescentou que \u2018\u2019n\u00e3o houve nenhuma falha no policiamento. Existem torcedores e existem aqueles que querem brigar, muitas vezes provocando mortes\u2019\u2019.<\/p>\n<p>Essa omiss\u00e3o \u00e9 profundamente problem\u00e1tica, pois n\u00e3o apenas impede a\u00e7\u00f5es preventivas e educativas, como tamb\u00e9m contribui para a marginaliza\u00e7\u00e3o das torcidas, que continuam atuando de forma desregulada e invisibilizada. Em Pernambuco, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual (MPPE) e o Tribunal de Justi\u00e7a de Pernambuco (TJPE) determinaram a extin\u00e7\u00e3o formal das principais torcidas organizadas do Trio de Ferro em 2020, mas n\u00e3o significou, na pr\u00e1tica, o fim de sua exist\u00eancia ou de suas atividades.<\/p>\n<p>O que ocorreu foi uma mudan\u00e7a dos Cadastros Nacionais de Pessoa Jur\u00eddica (CNPJ), burlando as restri\u00e7\u00f5es e decis\u00f5es judiciais. Sendo assim, o poder p\u00fablico perde a chance de atuar de forma estrat\u00e9gica e integrada, contribuindo, ainda que indiretamente, para a perpetua\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia no futebol.<\/p>\n<p>A repercuss\u00e3o alcan\u00e7ou um grande debate nas m\u00eddias nacionais, com as violentas imagens gerando repulsa de quem se deparava com as cenas de viol\u00eancia registradas pelos moradores dos pr\u00e9dios aos arredores ou das c\u00e2meras de seguran\u00e7a de estabelecimentos comerciais.<\/p>\n<p>Segundo a psic\u00f3loga psicanal\u00edtica Patr\u00edcia Amazonas, a teoria de Freud sobre a natureza humana como &quot;um animal de horda&quot; pode ser relacionada a epis\u00f3dios de viol\u00eancia coletiva, como o ocorrido entre as Torcidas Organizadas de Santa Cruz e Sport.<\/p>\n<p>\u2018\u2019A perda de individualidade e uma maior propens\u00e3o a comportamentos agressivos ocorrem, especialmente, quando o grupo \u00e9 estimulado por emo\u00e7\u00f5es fortes, como a rivalidade e a competi\u00e7\u00e3o. Portanto, quando torcedores se re\u00fanem, a identifica\u00e7\u00e3o com o grupo e a figura do l\u00edder podem intensificar esses aspectos, resultando em a\u00e7\u00f5es violentas\u2019\u2019, refor\u00e7a a profissional.<\/p>\n<p>Em um \u00e1udio compartilhado entre as uniformizadas atrav\u00e9s do Whatsapp, um integrante da Torcida Organizada rubro-negra exp\u00f5e uma contradi\u00e7\u00e3o na atitude tomada pelo presidente Jo\u00e3o. No conte\u00fado vazado, o torcedor relata a postura imprudente do principal dirigente que teria incentivado a ida dos membros ao confronto com a torcida rival, sob a suposi\u00e7\u00e3o de que esta tamb\u00e9m se mobilizaria em maior n\u00famero para um embate.<\/p>\n<p>Conforme o relato, a decis\u00e3o foi tomada sem o devido planejamento e ignorando riscos concretos de viol\u00eancia, revelando uma falta de no\u00e7\u00e3o por parte da lideran\u00e7a sobre as consequ\u00eancias potenciais daquele incentivo. Jo\u00e3o sofreu abuso sexual, ap\u00f3s ter sido agredido pelos rivais. Ele foi para o HR no dia do ocorrido, local que recebeu a pris\u00e3o preventiva (ele j\u00e1 est\u00e1 em liberdade provis\u00f3ria), e dias depois foi transferido para outro hospital da Regi\u00e3o Metropolitana do Recife (por sua seguran\u00e7a a informa\u00e7\u00e3o do hospital n\u00e3o foi divulgada).<\/p>\n<p>\u2018\u2019Ent\u00e3o, por um momento eu tive uma epifania, uma descren\u00e7a do futebol, mas depois eu parei para pensar e entendo que isso n\u00e3o \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o do futebol. Esses epis\u00f3dios de viol\u00eancia se conectam muito mais a identifica\u00e7\u00e3o dessas pessoas com a organiza\u00e7\u00e3o das quais elas s\u00e3o filiadas\u2019\u2019, compartilha M\u00e1rcio.<\/p>\n<p>Alvirrubro desde pequeno, M\u00e1rcio come\u00e7ou a frequentar ocasionalmente os jogos do N\u00e1utico no Est\u00e1dio El\u00e1dio de Barros Carvalho (ou Est\u00e1dio dos Aflitos) h\u00e1 dois anos. Em 2025, ele se tornou s\u00f3cio-torcedor e integrou a Torcida Organizada Os Centen\u00e1rios, al\u00e9m de ir ao campo em quase todas as partidas disputadas em casa pelo Timbu (apelido e mascote do clube). Devido aos casos de viol\u00eancia no futebol, em Pernambuco, o jovem j\u00e1 se preocupou em sair com a camisa do time e deixou de ir para os jogos por conta do medo.<\/p>\n<p>Depois de ter presenciado cenas violentas de perto, o sentimento de M\u00e1rcio como torcedor mudou, de acordo com ele.<\/p>\n<p>\u2018\u2019De l\u00e1 para c\u00e1, a minha identifica\u00e7\u00e3o e o meu amor ao futebol e, principalmente, ao N\u00e1utico aumentou. As pessoas que fazem esse vandalismo representam disputas ideol\u00f3gicas que foram criadas a partir da experi\u00eancia al\u00e9m do est\u00e1dio, mas n\u00e3o est\u00e1 vinculada \u00e0quilo\u2019\u2019, expressa o jovem torcedor.<\/p>\n<p>Em tempos de viol\u00eancia, M\u00e1rcio aproveita para exaltar a festa feita dentro dos est\u00e1dios, defendendo, inclusive, que o torcedor n\u00e3o deve ir apenas para ver a partida do seu time, mas aproveitar a festividade do ambiente. Pensando nisso, ele entrou no grupo de percuss\u00e3o dos Centen\u00e1rios, sendo um dos bateristas da organizada, de forma volunt\u00e1ria, mudando a rela\u00e7\u00e3o dele com a arquibancada.<\/p>\n<p>\u2018\u2019\u00c9 um sentimento \u00fanico e \u00edmpar estar nos Aflitos tocando a m\u00fasica e fazendo os torcedores pularem. N\u00e3o tem pagamento. \u00c9 realmente um sentimento de orgulho, de amor e de felicidade que n\u00e3o vai acabar e aumenta a cada jogo (&#8230;) \u00e9 N\u00e1utico, cerveja e nada mais\u2019\u2019, exalta M\u00e1rcio.<\/p>\n<p>Agora, imagina um torcedor que frequenta o est\u00e1dio h\u00e1 40 anos &#8211; como a sua rela\u00e7\u00e3o foi alterada ao longo de quatro d\u00e9cadas? O professor de matem\u00e1tica Carlos Eduardo, de 53 anos, que costuma ir aos est\u00e1dios desde 1985, segue indo ver o seu clube do cora\u00e7\u00e3o &#8211; o Sport -, por conta de uma quest\u00e3o de log\u00edstica e amor.<\/p>\n<p>Dedicado ao estudo e aplica\u00e7\u00e3o da matem\u00e1tica, o professor resolveu um grande problema atrav\u00e9s de uma grande mudan\u00e7a &#8211; literalmente. Com os \u00edndices de viol\u00eancia aumentando, mas o desejo de acompanhar as partidas como mandante do time rubro-negro no Est\u00e1dio Adelmar da Costa Carvalho (ou Ilha do Retiro) permanecendo, Carlos decidiu se mudar para um edifico que fica a 300 metros do campo do Sport.<\/p>\n<p>Para ele, essa dist\u00e2ncia (de cinco minutos andando) permite uma locomo\u00e7\u00e3o mais segura, com a possibilidade de chegar perto da hora do jogo, bem como, sair antes do apito final, evitando assim grandes aglomera\u00e7\u00f5es de torcedores. Por que uma mudan\u00e7a t\u00e3o dr\u00e1stica?<\/p>\n<p>\u2018\u2019A atmosfera do est\u00e1dio permite uma conex\u00e3o com o Sport distinta do jogo televisionado. O barulho da torcida, a intera\u00e7\u00e3o com outros torcedores, o grito de gol na Ilha do Retiro \u00e9 diferente\u2019\u2019, exp\u00f5e Carlos.<\/p>\n<p>Claro, Carlos n\u00e3o frequenta mais cl\u00e1ssicos fora de casa, porque se tornou um ambiente muito inseguro para ele. Antigamente, ele ia aos Aflitos e ao Est\u00e1dio Jos\u00e9 do Rego Maciel (ou Arruda) ver o Sport jogar contra seus rivais, no entanto, hoje, al\u00e9m da Ilha do Retiro, o professor comparece aos jogos do time rubro-negro no Est\u00e1dio Governador Carlos Wilson Campos (ou Arena de Pernambuco).<\/p>\n<p>Dif\u00edcil \u00e9 imaginar que, mesmo n\u00e3o sendo incentivada, a estudante de Jornalismo Mariana Gon\u00e7alves, de 23 anos, tenha chegado \u00e0s arquibancadas no momento mais conturbado da hist\u00f3ria do seu time de cora\u00e7\u00e3o, o Santa Cruz.<\/p>\n<p>O clube ficou oficialmente sem divis\u00e3o nacional em 2024, mas foi a curiosidade que reacendeu a sua paix\u00e3o pelo Mais Querido (apelido do tricolor).<\/p>\n<p>Durante a sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia, Mariana foi impedida pela sua m\u00e3e de ir acompanhar o seu pai nos jogos do Santa Cruz, por ela acreditar ser um ambiente muito perigoso para uma crian\u00e7a. Ao longo dos anos, a estudante n\u00e3o criou o h\u00e1bito de acompanhar futebol at\u00e9 surgir o desejo de comparecer a uma partida, quando tinha 20 anos. \u2018\u2019Eu me apaixonei e n\u00e3o quis mais parar de ir ao est\u00e1dio (&#8230;) reacendeu a minha paix\u00e3o pelo Santa Cruz, a vontade de apoiar e torcer de perto.Sou f\u00e3 do Santa Cruz e a arquibancada faz parte dessa minha conex\u00e3o\u2019\u2019, declara.<\/p>\n<p>Desde aquele dia, Mariana permaneceu indo ao Arruda, relembrando at\u00e9 momentos de quando seu av\u00f4 ensinou para ela os cantos da torcida tricolor, que ela canta no est\u00e1dio atualmente. Inclusive, seu momento mais marcante com a camisa do Santa Cruz aconteceu no dia 16 de janeiro de 2025, doze anos depois do falecimento do seu av\u00f4.<\/p>\n<p>\u2018\u2019No final das contas, futebol \u00e9 sobre esse amor que \u00e9 muitas vezes passado de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o como no meu caso. Ent\u00e3o, esse dia foi muito especial para mim, pois lembrei muito do meu av\u00f4\u2019\u2019, conta Mariana.<\/p>\n<p>No jogo em quest\u00e3o, o time coral superou (por 2&#215;0) o Petrolina, em partida v\u00e1lida pelo Campeonato Pernambucano. A euforia na arquibancada levou em conta tamb\u00e9m o fato da assinatura da proposta vinculante para a venda de 90% da Sociedade An\u00f4nima do Futebol (SAF) do Santa Cruz ter sido assinada pelo presidente Bruno Rodrigues, no dia 13 de janeiro de 2025.<\/p>\n<p>A jovem tricolor evita os jogos considerados mais perigosos, como os cl\u00e1ssicos e partidas decisivas que podem interferir no temperamento dos torcedores. \u2018\u2019Ap\u00f3s o epis\u00f3dio do dia 1\u00b0 de fevereiro deste ano, o que aconteceu \u00e9 de gerar p\u00e2nico e medo no torcedor, porque \u00e0s vezes as pessoas que n\u00e3o tem nada a ver sofre com a situa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, eu tenho muito medo e d\u00favidas se eu iria para um jogo com torcida mista\u2019\u2019, salienta a jovem.<\/p>\n<p>Contudo, sempre que pode ela vai marcar presen\u00e7a no Arruda. \u2018\u2019No est\u00e1dio observamos pessoas de diferentes idades e classes sociais juntas num s\u00f3 ideal vibrando com o time. Isso \u00e9 lindo. A gente realmente se conecta com a torcida e entende o poder do futebol e do amor ao clube\u2019\u2019, afirma Mariana.<\/p>\n<p>Apesar dos riscos e da viol\u00eancia no futebol, a hist\u00f3ria desses tr\u00eas torcedores mostra que o amor pelo clube resiste. Entre mem\u00f3rias, pertencimento e paix\u00e3o, eles seguem firmes nas arquibancadas, provando que, para quem vive o futebol de verdade, o sentimento \u00e9 mais forte que o medo, afinal, como diria o artista pernambucano Capiba \u2018\u2019Por um amor eu n\u00e3o choro. Prefiro sempre cantar\u2019\u2019.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria de um percussionista alvirrubro, um professor de matem\u00e1tica rubro-negro e uma apaixonada tricolor resistem no Recife<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-186","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-esportes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/186","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=186"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/186\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":245,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/186\/revisions\/245"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=186"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=186"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=186"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}