{"id":192,"date":"2026-04-24T09:57:41","date_gmt":"2026-04-24T12:57:41","guid":{"rendered":"http:\/\/o-berro-2025-1-15"},"modified":"2026-04-24T13:24:33","modified_gmt":"2026-04-24T16:24:33","slug":"nadando-contra-a-correnteza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/?p=192","title":{"rendered":"Nadando contra a correnteza"},"content":{"rendered":"<h2><strong>A luta das mulheres por amor-pr\u00f3prio em uma sociedade que as despreza<\/strong><\/h2>\n<p>Mesmo depois de um per\u00edodo de progresso humanista inimagin\u00e1vel ao abolirmos a escravid\u00e3o em nosso pa\u00eds e proclamarmos nossa rep\u00fablica, a constitui\u00e7\u00e3o de 1891 n\u00e3o dedicou uma linha sequer para expressar qualquer tipo de preocupa\u00e7\u00e3o com a forma em que as mulheres deveriam ser tratadas dentro da sociedade. A \u201cdemocracia\u201d que ali nascia se desenvolveu apenas para suprir o desejo por poder do homem branco, h\u00e9tero e nascido de uma elite emergente.<\/p>\n<p>Contudo, ao iniciar-se um processo de industrializa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, as mulheres come\u00e7aram a ingressar no mercado de trabalho, assim passando a ocupar espa\u00e7os que lhes eram, at\u00e9 ent\u00e3o, inacess\u00edveis, algo que, consequentemente, acabou as possibilitando demostrar, em uma forma direta e inequ\u00edvoca, seu papel na contribui\u00e7\u00e3o do desenvolvimento nacional. Agora cientes de suas capacidades e inspiradas em movimentos sociais estrangeiros, tomou-se forma a luta pelos diretos da mulher brasileira.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de sangue, suor e l\u00e1grimas, as mulheres foram reivindicando seus direitos por conta pr\u00f3pria, pressionando pol\u00edticos a permitirem o seu envolvimento nas pol\u00edticas regentes da sociedade machista que as menosprezava. Seria somente em 1932 que o C\u00f3digo Eleitoral teria a primeira legisla\u00e7\u00e3o nacional a, finalmente, permitir que a mulher votasse e participasse da pol\u00edtica, sendo Carlota Pereira de Queir\u00f3s eleita no ano tardio de 1934 a primeira deputada do Brasil.<\/p>\n<p>O envolvimento das mulheres na pol\u00edtica resultou em uma s\u00e9rie de marcos aos direitos humanos, como a constitui\u00e7\u00e3o federal de 1988, onde se reconheceu a igualdade entre homens e mulheres em direitos e obriga\u00e7\u00f5es, e a san\u00e7\u00e3o da Lei Maria da Penha em 2006,<\/p>\n<p>onde se foi estabelecido uma s\u00e9rie de medidas de prote\u00e7\u00e3o a mulher v\u00edtima de viol\u00eancia. A Lei Maria da Penha \u00e9 considerada uma das leis mais efetivas do mundo, permitindo que milhares de mulheres se sentissem seguras em denunciar seus agressores, aumentando em 86% a notifica\u00e7\u00e3o de viol\u00eancias familiares e dom\u00e9sticas cometidas.<\/p>\n<p>Apesar das vit\u00f3rias da mulher brasileira ao longo dos anos, muitos valores machistas ainda persistem em nossa cultura, o que acaba por dificultar o acesso das mulheres a posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a, fazendo com que ainda hoje exista muitas dificuldades de se pautar pol\u00edticas voltadas \u00e0s suas necessidades. Mesmo que, segundo o Censo Demogr\u00e1fico 2022, elas representem a maioria populacional, superando em 6 milh\u00f5es a parcela masculina da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com dados do TSE, apenas 17,91% dos eleitos nas disputas municipais municipais de 2024 foram mulheres e, segundo um relat\u00f3rio realizado pela ONU Mulheres e pela Uni\u00e3o Interparlamentar, elas ocupam apenas 18,1% das cadeiras na C\u00e2mara dos Deputados e representam 19,8% do Senado. Embora trate-se de n\u00fameros recordes em nosso pa\u00eds, evidenciando uma evolu\u00e7\u00e3o no quesito de representatividade feminina, fica claro o desequil\u00edbrio de poder no Brasil, ainda mais se considerarmos que, desde 1934, apenas 335 deputadas foram eleitas. Uma quantia que n\u00e3o pode ocupar, nem mesmo, um plen\u00e1rio completo de 513 deputados.<\/p>\n<p>A dificuldade surge pela falta de incentivo e pelas agress\u00f5es que ocorrem, mesmo quando conquistado esses espa\u00e7os pol\u00edticos. Segundo o Censo Secret\u00e1ria Brasileiras, pesquisa realizada por um comit\u00ea gestor formado pelos Institutos Aleias, Alziras, Foz e Travessia Pol\u00edticas P\u00fablicas que ouviu 67% das 341 mulheres que estiveram \u00e0 frente de secretarias de governo entre dezembro de 2023 e mar\u00e7o de 2024, 90% das secret\u00e1rias disseram ter passado por viol\u00eancia, com uma em cada tr\u00eas afirmando j\u00e1 ter sido sexualmente assediada. Tamb\u00e9m se pontuou que 65% das agress\u00f5es foram cometidas por colegas de trabalho.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-347\" src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/antonio_4-tratadDa.jpg\" alt=\"\" width=\"1240\" height=\"826\" srcset=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/antonio_4-tratadDa.jpg 1240w, https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/antonio_4-tratadDa-980x653.jpg 980w, https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/antonio_4-tratadDa-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1240px, 100vw\" \/><\/p>\n<p>De acordo com Izabel Santos, coordenadora geral do Centro das mulheres do Cabo, se v\u00ea uma necessidade de pol\u00edticas voltadas a prevenir a viol\u00eancia contra as mulheres. \u201cNossa organiza\u00e7\u00e3o visa conscientizar a mulher de seus direitos atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o, com cursos, oficinas e rodas de di\u00e1logo para evitar com que elas entrem em um relacionamento acreditando precisar suportar qualquer tipo de viol\u00eancia vindas de seus parceiros. Isso se faz necess\u00e1rio por reconhecermos uma precariedade nas pol\u00edticas preventivas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>\u201cReconhecemos falhas nas pol\u00edticas p\u00fablicas que atendem as particularidades de mulheres presas em relacionamentos abusivos por um ou outro motivo, como a falta de pol\u00edticas voltadas ao emprego e renda para possibilitar uma liberdade financeira, pol\u00edticas voltadas a acompanhamentos psicol\u00f3gicos, pol\u00edticas de aux\u00edlio judici\u00e1rio e pol\u00edticas que incentivem a constru\u00e7\u00e3o de mais creches e escolas em tempo integral para assim garantir mais espa\u00e7o para a mulher lutar por seus direitos\u201d, explica Izabel.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio na divis\u00e3o do poder nacional em muito se d\u00e1 por causa dos valores patriarcais ainda presentes na sociedade, onde os homens, desde muito cedo, s\u00e3o alimentados a violenta fic\u00e7\u00e3o de sua \u201cnatureza\u201d dominadora, onde se espera deles a imposi\u00e7\u00e3o, mesmo que atrav\u00e9s da agress\u00e3o, de suas vontades, lhes sendo esperado o desempenho em papeis de lideran\u00e7a, seja em um contexto dom\u00e9stico ou em posi\u00e7\u00f5es de poder. Isso se traduz em um contexto social no qual a viol\u00eancia contra a mulher \u00e9 normalizada, com a maioria das agress\u00f5es sendo cometidas por seus companheiros.<\/p>\n<p>No dia 24 de abril, durante uma audi\u00eancia p\u00fablica na c\u00e2mara municipal do Recife, a vereadora Liana Cirne (PT) afirmou que houve um aumento de 16% no n\u00famero de den\u00fancias de viol\u00eancia em Pernambuco. \u201cTotalizando 4.600 den\u00fancias registradas, 2.700 foram apresentadas pela v\u00edtima e 1.900 por terceiros. As v\u00edtimas est\u00e3o se empoderando, mas \u00e9 preciso se conscientizar de que em briga de marido e mulher \u00e9 preciso meter a colher. A casa da v\u00edtima, inclusive, \u00e9 o cen\u00e1rio onde a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais registrada, com 2.068 dessas agress\u00f5es ocorrendo dentro do espa\u00e7o dom\u00e9stico\u201d, disse.<\/p>\n<p>Outro dado, extra\u00eddo do \u00faltimo boletim \u201cElas vivem: um caminho de luta\u201d, diz que Pernambuco lidera o n\u00famero de mortes de mulheres no Nordeste, com 167 casos de feminic\u00eddio, transfeminic\u00eddio e homic\u00eddio, com 70% dos feminic\u00eddios sendo cometidos por companheiros ou ex-companheiros, evidenciando mais ainda a viol\u00eancia e o perigo que muitas mulheres vivenciam dentro da pr\u00f3pria casa.<\/p>\n<p>Segundo Hyldiane Lima, Psic\u00f3loga e coordenadora de projetos do Centro das Mulheres do Cabo, o mais dif\u00edcil na luta contra a viol\u00eancia \u00e9 fazer a mulher entender que foi agredida. \u201cEmbora n\u00f3s estejamos em pleno s\u00e9culo XXI, ainda nos encontramos em uma sociedade pautada na vis\u00e3o machista e patriarcal, que induz \u00e0s mulheres, desde jovens, a ideia de estarem se desenvolvendo para um dia servirem a um marido, o qual tem o direito de fazer o que bem entender com elas. Ou seja, explicar que elas n\u00e3o t\u00eam de passar por essa viol\u00eancia contraria tudo que lhes foi imposto pela sociedade\u201d, esclarece.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o da subnotifica\u00e7\u00e3o fica evidenciada no Mapa Nacional da Viol\u00eancia de G\u00eanero, segundo o qual 61% das mulheres que s\u00e3o v\u00edtimas de viol\u00eancia ou que est\u00e3o expostas a algum tipo de agress\u00e3o deixam de registrar as ocorr\u00eancias. Tamb\u00e9m se pode citar uma pesquisa realizada pelo Instituto Patr\u00edcia Galv\u00e3o e pelo instituto Locomotiva, que ouviu 4.001 mulheres em todo Brasil, onde, das 71% entrevistadas que j\u00e1 viveram alguma situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia nos deslocamentos, apenas 40% procuraram a pol\u00edcia para registrar queixa, mesmo que 9 em cada 10 tenham conhecimento que importuna\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 crime desde 2018.<\/p>\n<p>\u201cQuanto mais tempo se passa dentro de um relacionamento abusivo, mais dif\u00edcil fica de sair. Muitas vezes, quando se est\u00e1 passando pela fase de \u2018lua de mel\u2019 no in\u00edcio do relacionamento, as mulheres acabam por se apegar a mem\u00f3ria dessa fase e passam a temer perder momentos como esse, sempre na esperan\u00e7a de que a rela\u00e7\u00e3o pode voltar a ser como era. Tamb\u00e9m existe, muito por parte do parceiro, uma tentativa de diminuir a autoestima da mulher, fazendo-a acreditar que ela n\u00e3o tem escolha a n\u00e3o ser permanecer em um relacionamento com seu agressor. Por fim, quando se forma uma fam\u00edlia, a rela\u00e7\u00e3o dos filhos com o pai, seja financeira ou sentimental, acaba por afetar a capacidade da mulher em fazer a den\u00fancia\u201d, complementa Hyldiane.<\/p>\n<p>O combate \u00e0 viol\u00eancia contra mulher \u00e9 \u00e1rduo e longo, mas nota-se que a persist\u00eancia caracter\u00edstica do g\u00eanero feminino diante das adversidades se mant\u00e9m firme e forte. A Gerente geral da promo\u00e7\u00e3o da cidadania e direito da mulher, Avani Santana, afirma ser percept\u00edvel o aumento na quantidade de mulheres conscientes de seus direitos. \u201cHoje em dia ainda sofremos com um n\u00famero muito grande de subnotifica\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m se nota um n\u00famero cada vez maior de mulheres correndo atr\u00e1s de seus direitos\u201d, afirma.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-338 size-full\" src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ANTONIO_TRATADA.jpg\" alt=\"\" width=\"1240\" height=\"699\" srcset=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ANTONIO_TRATADA.jpg 1240w, https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ANTONIO_TRATADA-980x552.jpg 980w, https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/ANTONIO_TRATADA-480x271.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1240px, 100vw\" \/><\/p>\n<p>\u201cQuando come\u00e7amos, l\u00e1 atr\u00e1s, no Centro de Refer\u00eancia da Mulher Clarice Lispector, t\u00ednhamos uma m\u00e9dia de 20 a 30 mulheres por m\u00eas procurando aux\u00edlio. Hoje, com o aumento na quantidade de unidades, cerca de 150 a 200 mulheres ingressam mensalmente no servi\u00e7o que oferecemos. \u00c9 um n\u00edtido avan\u00e7o, mas representa uma fra\u00e7\u00e3o das mulheres necessitadas desses servi\u00e7os, pois \u00e9 o trabalho de preven\u00e7\u00e3o que vai elevar o n\u00edvel da consci\u00eancia e percep\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia. Por isso, recentemente, se nota uma mudan\u00e7a de foco: agora em medidas de preven\u00e7\u00e3o, ao inv\u00e9s de medidas de enfrentamento. Aqui no munic\u00edpio do Recife, foram mais de dez mil pessoas que participaram de quinhentas a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o da prefeitura\u201d, finalizou Avani.<\/p>\n<p>Podemos ver essa vis\u00e3o se concretizando ao analisarmos os dados da pesquisa \u201cPercep\u00e7\u00e3o Social sobre Direitos Humanos e sobre Mulheres Defensoras de Direitos Humanos\u201d, realizada pelo Ipsos Brasil a pedido da ONU Mulheres entre 20 de dezembro de 2022 e 31 de janeiro de 2023, contando com 1.200 entrevistas feitas por telefone com homens e mulheres maiores de 18 anos nas cinco regi\u00f5es do pa\u00eds, observa um crescimento na percep\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de que os direitos humanos fortalecem a democracia brasileira. Esse \u00edndice passou de 60% para 65%. J\u00e1 o \u00edndice de pessoas que discordam dessa ideia registrou uma queda de 9 pontos e agora resulta em apenas 23%.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m se faz nota desse impacto positivo na pesquisa \u201cN\u00f3s, Mulheres\u201d, pesquisa global realizada em 185 pa\u00edses, onde a grande maioria das entrevistadas afirmam estar decididas a contribuir com os esfor\u00e7os para promover os direitos e a participa\u00e7\u00e3o feminina no governo, revelando que, apesar de enfrentar uma rea\u00e7\u00e3o global contra as pautas feministas, 85% das mais de 25.000 pesquisadas expressam sua disposi\u00e7\u00e3o de contribuir para o avan\u00e7o de seus direitos.<\/p>\n<p>A maioria dessas mulheres afirmam ter vivenciado uma melhora em suas vidas nos \u00faltimos cinco anos e prev\u00ea melhorias adicionais nos pr\u00f3ximos anos, com uma s\u00f3lida maioria (57%) esperando um aumento na qualidade de vida, e apenas 9% supondo que ela ir\u00e1 piorar. As mais jovens apresentam uma diferen\u00e7a de 20 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mais velhas com rela\u00e7\u00e3o ao seu futuro. Esse otimismo predominante permeia todas as regi\u00f5es, com os n\u00edveis mais altos na \u00c1frica (67% a 8%), seguido pela Am\u00e9rica Latina (60% a 10%), Europa Ocidental e Am\u00e9rica do Norte (53% a 12%) e Europa Oriental (46% a 10%).<\/p>\n<p>Ainda na pesquisa, consta que 60% das entrevistadas acreditam que a representa\u00e7\u00e3o das mulheres em cargos de lideran\u00e7a em seus respectivos pa\u00edses melhorar\u00e1 na pr\u00f3xima d\u00e9cada. Al\u00e9m disso, mais de dois ter\u00e7os das mulheres em todo o mundo afirmam a necessidade de maior representa\u00e7\u00e3o em cargos de lideran\u00e7a, tanto em n\u00edvel nacional quanto global, para influenciar o futuro. A esmagadora maioria, 85%, se identifica como defensora dos direitos das mulheres.<\/p>\n<p>\u201cEssa pesquisa mostra que, mesmo diante da persistente resist\u00eancia ao avan\u00e7o dos direitos e da representa\u00e7\u00e3o das mulheres, as mulheres de todos os lugares est\u00e3o demonstrando determina\u00e7\u00e3o e compromisso com a mudan\u00e7a e com o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel\u201d, disse a vice-secret\u00e1ria-geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas, Amina J. Mohammed.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A luta das mulheres por amor-pr\u00f3prio em uma sociedade que as despreza<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":276,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-192","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-gente"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/192","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=192"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/192\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":348,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/192\/revisions\/348"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/276"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=192"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=192"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=192"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}