{"id":210,"date":"2026-04-24T09:57:41","date_gmt":"2026-04-24T12:57:41","guid":{"rendered":"http:\/\/o-berro-2025-1-33"},"modified":"2026-04-24T22:23:56","modified_gmt":"2026-04-25T01:23:56","slug":"onde-esta-o-amor-real-no-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/?p=210","title":{"rendered":"Onde est\u00e1 o amor real no cinema?"},"content":{"rendered":"<p>O romance e o cinema s\u00e3o irm\u00e3os que nasceram quase na mesma \u00e9poca, mas cresceram juntos. E com eles, surgiram os filmes de amor. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um, s\u00e3o v\u00e1rios. Tem o amor que surge depois que um pr\u00edncipe salva uma princesa das garras de uma bruxa m\u00e1. O amor que acaba depois que a morte os separa. O tal do amor imposs\u00edvel pois ambas as fam\u00edlias se odeiam e os pombinhos precisam ficar juntos antes que seja tarde demais. Ou o amor de mentirinha para conseguir se destacar em algum ambiente, mas acaba quebrando a regra principal (jamais se apaixone). E tem aquele amor. Ah, o amor comediante. Onde a vida prega pe\u00e7as divertidas e engra\u00e7adas para os personagens viverem intensamente e s\u00f3 ficarem juntos quase no final do filme, quando um deles quase desaparece do mapa e sempre depois de uma briga. S\u00e3o hist\u00f3rias lindas e cheio de supera\u00e7\u00f5es e desafios para estar com quem ama, mas o fato \u00e9 que estamos cansados de n\u00e3o ver a veracidade nessas narrativas. Ou seja, n\u00e3o vemos o amor real no cinema. E \u00e9 a\u00ed que est\u00e1 a pergunta problema: onde ele est\u00e1?<\/p>\n<div id=\"attachment_472\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-472\" class=\"size-medium wp-image-472\" src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/comquemsera-300x158.webp\" alt=\"Com Quem Ser\u00e1?. Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"300\" height=\"158\" \/><p id=\"caption-attachment-472\" class=\"wp-caption-text\">Com Quem Ser\u00e1?. Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Onde est\u00e1 o amor que junta dois personagens que n\u00e3o acreditam em destino depois de terem vivido milh\u00f5es de decep\u00e7\u00f5es amorosas? Esses que acham que o amor \u00e9 s\u00f3 uma simbologia pregada pela sociedade para trazer engajamento aos seus produtos ou o pior sentimento do mundo que s\u00f3 traz pessoas confusas para confundir e piorar a sua sa\u00fade mental. E quando menos espera, o destino surge como um pequeno cupido que usa a flecha do amor para faz\u00ea-los refletir sobre isso ao inv\u00e9s de criar um \u201cacidente\u201d desastroso que os for\u00e7a a criar essa din\u00e2mica. \u00c9 o que aconteceu com Frank (Keanu Reeves) e Lindsay (Wimona Ryder) do filme lan\u00e7ado em 2018, \u201cCom quem ser\u00e1?\u201d. Tudo o que eles tinham eram apenas um casamento chato com pessoas desagrad\u00e1veis e um sonho. O sonho de sair dali o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. Mas o que n\u00e3o imaginavam eram que iriam sair apaixonados um pelo outro no fim.<\/p>\n<p>S\u00f3 que nem todos sabe o que \u00e9 um namoro. Tudo o que sabem \u00e9 como se come\u00e7a uma rela\u00e7\u00e3o amorosa. No in\u00edcio, os personagens podem ser amigos, estranhos, conhecidos \u201cs\u00f3 de vista\u201d, inimigos ou at\u00e9 mesmo um amor antigo, mas tudo o que precisam fazer \u00e9 conhecer um ao outro. Depois, o desenvolvimento do namoro se d\u00e1 pela forma como o casal lida com os problemas sociais (fam\u00edlia, viol\u00eancia) ou os momentos tr\u00e1gicos (doen\u00e7as terminais) para poderem ficar junto no final. Por fim, dependendo do subg\u00eanero, eles terminam o filme juntos ou n\u00e3o. Mas como a maioria s\u00f3 foca no surgimento do romance e como termina, muitos que n\u00e3o tiveram nenhuma experi\u00eancia com amor ficam sem saber o que acontece dentro de um relacionamento amoroso. Eu tamb\u00e9m estaria com essa d\u00favida se eu n\u00e3o tivesse conhecido o alfabeto do amor, ou melhor, o namoro de Zelda e Andrew.<\/p>\n<div id=\"attachment_474\" style=\"width: 2058px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-474\" class=\"size-full wp-image-474\" src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/foto-2-cronica_ju-1.jpg\" alt=\"A para Z. Foto: Jessica Brooks\/NBC\" width=\"2048\" height=\"1365\" srcset=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/foto-2-cronica_ju-1.jpg 2048w, https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/foto-2-cronica_ju-1-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/foto-2-cronica_ju-1-980x653.jpg 980w, https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/foto-2-cronica_ju-1-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) and (max-width: 1280px) 1280px, (min-width: 1281px) 2048px, 100vw\" \/><p id=\"caption-attachment-474\" class=\"wp-caption-text\">A para Z. Foto: Jessica Brooks\/NBC<\/p><\/div>\n<p>\u201cA to Z\u201d, traduzido para \u201cA para Z\u201d, \u00e9 uma verdadeira aula de como \u00e9 o cotidiano de um casal comum. Nele, conhecemos Andrew (Ben Feldman), um publicit\u00e1rio que cresceu acreditando no amor por causa do casamento de seus pais que durou at\u00e9 a morte de sua m\u00e3e. Por isso, ele trabalha em um site de namoro para ajudar as outras pessoas a achar o seu par ideal. Por\u00e9m, o que ele n\u00e3o imaginava era que o destino decidiu brincar com ele assim como fez com os dois pessimistas de \u201cCom quem ser\u00e1?\u201d. Pois em um momento de tens\u00e3o da sua empresa, ele conhece Zelda (Cristin Milioti), uma advogada que \u00e9 o oposto em rela\u00e7\u00e3o no que ele acredita. Por crescer em um ambiente desiquilibrado por causa da m\u00e3e, Zelda n\u00e3o \u00e9 rom\u00e2ntica e carrega opini\u00f5es mais racionais e realistas sobre a vida. Mas assim que ambos se cruzam em seus caminhos, ocorre o famoso \u201camor \u00e0 primeira vista\u201d.<\/p>\n<p>Enquanto as crian\u00e7as podem aprender o alfabeto com a Xuxa, os jovens sem experi\u00eancia no amor podem aprender com o alfabeto de Andrew e Zelda. Com apenas 13 epis\u00f3dios de uma \u00fanica temporada, os dois apresentam suas manias, desejos, loucuras, segredos e at\u00e9 mesmo seus defeitos durante o namoro de 8 meses. Nesse sentido, podemos ver as personifica\u00e7\u00f5es reais de um homem e de uma mulher que vivem em um tempo moderno. Enquanto Andrew, por ser o homem da rela\u00e7\u00e3o, esconde suas inseguran\u00e7as para que isso n\u00e3o prejudique sua namorada e o relacionamento, como o fato dele ser agressivo quando \u00e9 provocado por algu\u00e9m ou at\u00e9 mesmo o seu pai ser desrespeitoso com a maioria das namoradas que ele j\u00e1 teve, Zelda \u00e9 intensa no trabalho e no dia a dia, mas n\u00e3o gosta de ser ajudada ou acolhida para n\u00e3o se sentir indefesa, como no epis\u00f3dio em que um rapaz a insulta verbalmente e ela se defende antes mesmo de Andrew a protege-la. Para ela, o seu tipo ideal de um homem \u00e9 algu\u00e9m sens\u00edvel como Andrew, mas esse n\u00e3o se sente confiante ao ver o que n\u00e3o tinha feito o que qualquer homem faria: cuidar de quem ama. Mas \u00e9 claro, com muito di\u00e1logo e aprofundamento na conversa, os dois conseguiram ajudar um ao outro nessas quest\u00f5es: Zelda deixou ser salva pelo seu \u201cpr\u00edncipe encantado\u201d e aprendeu que est\u00e1 tudo bem pedir ajuda e Andrew entendeu que o cuidado n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 em seus punhos, mas tamb\u00e9m nas suas palavras de conforto.<\/p>\n<p>Logo, para entender o amor real, \u00e9 preciso represent\u00e1-lo de forma realista e compreens\u00edvel. Nem todos nasceram sabendo o que \u00e9 namorar e nem outros sabem o que fazer depois do fim. Mas a verdade \u00e9 o que Frank disse, n\u00e3o exatamente o que ele diz, mas olhando sob outro \u00e2ngulo, n\u00e3o \u00e9 porque uma pessoa entre 6 bilh\u00f5es de pessoas no mundo inteiro sabe o que \u00e9 o amor porque presenciou todos os tipos de rela\u00e7\u00e3o que as outras cinco bilh\u00f5es, novecentos e noventa e nove milh\u00f5es, novecentos e noventa e nove mil e novecentos e noventa e nove ter\u00e3o a mesma sensa\u00e7\u00e3o. Assim como nem todas essas pessoas s\u00e3o ruins s\u00f3 porque uma quebrou suas expectativas. Para isso, como diziam os Tit\u00e3s, \u00e9 preciso saber viver. Principalmente o amor. N\u00e3o o de cinema, mas o real.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>romance e o cinema s\u00e3o irm\u00e3os que nasceram quase na mesma \u00e9poca, mas cresceram juntos. E com eles, surgiram os filmes de amor. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um, s\u00e3o v\u00e1rios. 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