{"id":211,"date":"2026-04-24T09:57:41","date_gmt":"2026-04-24T12:57:41","guid":{"rendered":"http:\/\/o-berro-2025-1-34"},"modified":"2026-04-24T22:37:27","modified_gmt":"2026-04-25T01:37:27","slug":"eu-directioner","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/?p=211","title":{"rendered":"Eu, directioner"},"content":{"rendered":"<h2><strong>\u201c\u00c9 s\u00f3 uma fase\u201d: como o amor pela One Direction virou identidade e desafia o r\u00f3tulo de \u2018f\u00e3 hist\u00e9rica\u2019<\/strong><\/h2>\n<p>\u201cTodos querem roubar minha garota\u201d, mas, na verdade, todas queriam ser ela. A frase que abre o refr\u00e3o de Steal My Girl, single lan\u00e7ado pela boyband One Direction em 2014, capturava o del\u00edrio coletivo de milh\u00f5es de jovens ao redor do mundo que sonhavam em ser mais que f\u00e3s: queriam ser vistas, reconhecidas, compreendidas por aqueles cinco meninos brit\u00e2nicos que, mesmo a quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, pareciam cantar diretamente para elas. Era bem mais que paix\u00e3o adolescente, era uma identifica\u00e7\u00e3o e um sentimento de pertencimento. O One Direction n\u00e3o foi apenas uma banda como qualquer uma nesse meio art\u00edstico, foi um fen\u00f4meno cultural que moldou a adolesc\u00eancia de uma gera\u00e7\u00e3o inteira. Surgido em 2010 no palco de um programa de talentos, The X Factor UK (vers\u00e3o brit\u00e2nica do programa), o grupo parecia ter sa\u00eddo diretamente de um roteiro bem escrito: : cinco garotos t\u00edmidos, com talento bruto e um carisma latente, que se transformaram em superestrelas. Harry Styles (16), Niall Horan (16), Louis Tomlinson (18), Liam Payne (17) e Zayn Malik (17) participaram individualmente das audi\u00e7\u00f5es do programa, mas foi a decis\u00e3o dos jurados, e do produtor Simon Cowell, de reunir eles como banda, dando in\u00edcio a uma nova era da m\u00fasica pop.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, o formato das boybands j\u00e1 era conhecido: grupos de jovens bonitos, carism\u00e1ticos, com vozes afinadas e coreografias bem ensaiadas. Mas o One Direction veio na contram\u00e3o dessa f\u00f3rmula tradicional. Sem passos coreografados, sem roupas combinando, com uma est\u00e9tica mais despojada e natural. Essa autenticidade, combinada ao uso estrat\u00e9gico das redes sociais, criou uma ponte direta com o p\u00fablico. As f\u00e3s n\u00e3o apenas assistiam de longe, elas participavam, criavam, reagiam, viralizavam.<\/p>\n<p>Durante seus cinco anos de atividade, entre 2010 e 2015, a banda lan\u00e7ou cinco \u00e1lbuns: Up All Night (2011), Take Me Home (2012), Midnight Memories (2013), Four (2014) e Made in the A.M. (2015). Todos estrearam entre os dez mais vendidos nos Estados Unidos, e quatro deles chegaram diretamente ao primeiro lugar na Billboard 200. O \u00e1lbum Midnight Memories, inclusive, foi o mais vendido de todo o mundo em 2013, provando que o sucesso do grupo n\u00e3o se limitava a um \u00fanico pa\u00eds, era global.<\/p>\n<div id=\"attachment_487\" style=\"width: 605px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-487\" class=\"size-full wp-image-487\" src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/foto03_isamoraes_tratada.png\" alt=\"Divulga\u00e7\u00e3o \/ Arquivo pessoal\" width=\"595\" height=\"648\" srcset=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/foto03_isamoraes_tratada.png 595w, https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/foto03_isamoraes_tratada-480x523.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 595px, 100vw\" \/><p id=\"caption-attachment-487\" class=\"wp-caption-text\">Divulga\u00e7\u00e3o \/ Arquivo pessoal<\/p><\/div>\n<p>E, se engana, quem pensa que essa devo\u00e7\u00e3o adolescente \u00e9 novidade. Em 1963, quando os Beatles fizeram sua primeira apari\u00e7\u00e3o na televis\u00e3o brit\u00e2nica, o mundo testemunhou o nascimento oficial da Beatlemania. A histeria era palp\u00e1vel: gritos ensurdecedores, f\u00e3s desmaiando, um cen\u00e1rio t\u00e3o ca\u00f3tico quanto fascinante. Era o in\u00edcio de um fen\u00f4meno que n\u00e3o apenas redefiniu a m\u00fasica pop, mas tamb\u00e9m colocou a juventude no centro das transforma\u00e7\u00f5es culturais da d\u00e9cada. Com um som novo, letras que falavam diretamente aos sentimentos dos jovens e um visual que quebrava padr\u00f5es, John, Paul, George e Ringo n\u00e3o s\u00f3 dominavam as paradas musicais como tamb\u00e9m influenciavam comportamento, moda e atitude. O corte de cabelo t\u00edpico dos Beatles, conhecido como &#8220;mop-top&#8221; ou &#8220;corte tigela&#8221;, por exemplo, nasceu de uma sugest\u00e3o de uma fot\u00f3grafa alem\u00e3 e virou s\u00edmbolo de uma gera\u00e7\u00e3o. A Beatlemania foi, acima de tudo, um retrato de uma juventude que come\u00e7ava a exigir espa\u00e7o, representatividade e voz.<\/p>\n<p>D\u00e9cadas depois, com a internet j\u00e1 estabelecida como extens\u00e3o da vida social, o One Direction surgiu em um contexto muito diferente, mas despertando sentimentos muito parecidos. Se antes os Beatles mal conseguiam ouvir sua pr\u00f3pria m\u00fasica nos shows por conta do barulho do p\u00fablico, o One Direction era capaz de sentir em tempo real o impacto de seus lan\u00e7amentos nas redes. Foi justamente essa for\u00e7a coletiva das f\u00e3s, potencializada por plataformas como Twitter e YouTube, que levou a boyband a bater recordes hist\u00f3ricos, inclusive superando os pr\u00f3prios Beatles em n\u00famero de estreias diretas no top 10 da Billboard. Quando Perfect entrou em d\u00e9cimo lugar logo na semana de estreia, o grupo brit\u00e2nico conquistava sua quinta entrada direta no top 10, ultrapassando os quatro feitos semelhantes dos Beatles. Assim, mesmo separados por cinco d\u00e9cadas e contextos sociais distintos, as duas bandas brit\u00e2nicas compartilham um mesmo legado: o poder arrebatador da juventude em transformar m\u00fasica em movimento.<\/p>\n<p>E, \u00e9 imposs\u00edvel, falar da ascens\u00e3o do grupo sem mencionar o papel central das redes sociais nessa equa\u00e7\u00e3o. O One Direction foi a primeira grande boyband da era digital. A conex\u00e3o era direta, sem media\u00e7\u00e3o de revistas ou programas de TV. Os integrantes faziam v\u00eddeos caseiros, interagiam com f\u00e3s, comentavam nas redes e isso gerava um sentimento de intimidade que potencializava ainda mais a devo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esse v\u00ednculo emocional constru\u00eddo virtualmente ajudou a consolidar uma gera\u00e7\u00e3o de f\u00e3s que, mais do que consumir m\u00fasica, viveu uma experi\u00eancia transformadora. O amor pelo One Direction virou parte da identidade de muitas meninas e meninos mundo afora. Estava no jeito de se vestir, nas amizades formadas online, nos sonhos projetados sobre o futuro, inclusive, para muitos, foi o primeiro contato com o ingl\u00eas, com o consumo de cultura internacional.<\/p>\n<p>Mas para muitas f\u00e3s, como Gabriela Queiroz, de 25 anos, o amor pelo One Direction nunca foi \u201cs\u00f3 uma fase\u201d. Formada em odontologia e atualmente estudante de moda, ela conheceu a banda em 2012, \u00e0s v\u00e9speras do lan\u00e7amento do \u00e1lbum Take Me Home, por influ\u00eancia de uma amiga da escola. At\u00e9 ent\u00e3o, Gabriela j\u00e1 era f\u00e3 de \u00edcones do pop como Lady Gaga, Ariana Grande, Selena Gomez e etc, mas foi com o One Direction que viveu o amor de f\u00e3 por uma banda.<\/p>\n<div id=\"attachment_488\" style=\"width: 605px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-488\" class=\"size-full wp-image-488\" src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/foto04_isamoraes_tratada.png\" alt=\"Divulga\u00e7\u00e3o \/ Arquivo pessoal\" width=\"595\" height=\"822\" srcset=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/foto04_isamoraes_tratada.png 595w, https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/foto04_isamoraes_tratada-480x663.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 595px, 100vw\" \/><p id=\"caption-attachment-488\" class=\"wp-caption-text\">Divulga\u00e7\u00e3o \/ Arquivo pessoal<\/p><\/div>\n<p>\u201cAh, \u00e9 s\u00f3 fase, dura enquanto \u00e9 crian\u00e7a, adolescente&#8230; e de fato todo mundo passa por essa fase. Mas perpetuar isso at\u00e9 a vida adulta \u00e9 um tra\u00e7o da minha personalidade que eu me orgulho bastante\u201d, conta ela. A conex\u00e3o com o grupo atravessou os anos e se entrela\u00e7ou com sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria emocional, Gabi descreve como cada m\u00fasica da banda marcou um per\u00edodo da sua vida: \u201cQuanto aos momentos tristes e felizes, eu tenho uma m\u00fasica do One Direction para cada um deles.\u201d<\/p>\n<p>A entrega era tamanha que ela relembrou de um epis\u00f3dio que, embora hoje renda boas risadas, foi extremamente marcante na \u00e9poca: aos 13 anos, ela montou uma esp\u00e9cie de \u201csantu\u00e1rio\u201d dedicado a eles em casa, com p\u00f4steres, CDs, DVDs e fotos. Mas quando ficou de recupera\u00e7\u00e3o na escola, sua m\u00e3e decidiu que o castigo ideal n\u00e3o era tirar o celular ou cortar o acesso \u00e0 internet, era algo mais certeiro.<\/p>\n<p>\u201cAh, \u00e9 s\u00f3 fase, dura enquanto \u00e9 crian\u00e7a, adolescente&#8230; e de fato todo mundo passa por essa fase. Mas perpetuar isso at\u00e9 a vida adulta \u00e9 um tra\u00e7o da minha personalidade que eu me orgulho bastante\u201d, conta ela. A conex\u00e3o com o grupo atravessou os anos e se entrela\u00e7ou com sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria emocional, Gabi descreve como cada m\u00fasica da banda marcou um per\u00edodo da sua vida: \u201cQuanto aos momentos tristes e felizes, eu tenho uma m\u00fasica do One Direction para cada um deles.\u201d<\/p>\n<p>A entrega era tamanha que ela relembrou de um epis\u00f3dio que, embora hoje renda boas risadas, foi extremamente marcante na \u00e9poca: aos 13 anos, ela montou uma esp\u00e9cie de \u201csantu\u00e1rio\u201d dedicado a eles em casa, com p\u00f4steres, CDs, DVDs e fotos. Mas quando ficou de recupera\u00e7\u00e3o na escola, sua m\u00e3e decidiu que o castigo ideal n\u00e3o era tirar o celular ou cortar o acesso \u00e0 internet, era algo mais certeiro.<\/p>\n<p>Ela sabia que meu hiperfoco era neles, ent\u00e3o, tirou tudo. Mandou eu arrancar os p\u00f4steres da parede, guardar as fotos, e ainda pegou meu iPod para eu n\u00e3o ouvir mais as m\u00fasicas. Foi o pior castigo da minha vida.\u201d Enquanto guardava as coisas que a m\u00e3e pediu, ela colou uma foto da banda no teto do quarto e \u00e9 um segredo que a m\u00e3e nunca descobriu, at\u00e9 hoje.<\/p>\n<div id=\"attachment_486\" style=\"width: 605px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-486\" class=\"size-full wp-image-486\" src=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/foto02_isamoraes_tratada.png\" alt=\"Divulga\u00e7\u00e3o \/ Arquivo pessoal\" width=\"595\" height=\"648\" srcset=\"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/foto02_isamoraes_tratada.png 595w, https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/foto02_isamoraes_tratada-480x523.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 595px, 100vw\" \/><p id=\"caption-attachment-486\" class=\"wp-caption-text\">Divulga\u00e7\u00e3o \/ Arquivo pessoal<\/p><\/div>\n<p>Mas se o amor por uma banda j\u00e1 foi capaz de moldar identidades e influenciar escolhas de vida, por que ainda \u00e9 tratado com condescend\u00eancia quando parte das mulheres?<\/p>\n<p>O f\u00e3 homem, quando se dedica intensamente a algo, como o futebol, por exemplo, \u00e9 admirado por sua lealdade. J\u00e1 a mulher, quando chora num show, espera horas na fila ou usa roupas com frases de m\u00fasica, \u00e9 vista como &#8220;sem no\u00e7\u00e3o&#8221;, &#8220;infantil&#8221; ou &#8220;hist\u00e9rica&#8221;. A mesma intensidade que desperta orgulho em um, vira motivo de piada em outra.<\/p>\n<p>De 1993 a 2023, o Brasil j\u00e1 contabilizou 384 mortes ligadas ao confronto entre torcidas. Ainda assim, ser torcedor apaixonado segue sendo sin\u00f4nimo de masculinidade e se tornou algo \u201cnormal\u201d nas arquibancadas. Enquanto isso, o fanatismo feminino, que raramente resulta em viol\u00eancia, ainda precisa ser justificado, defendido, explicado.<\/p>\n<p>\u201cTenho um amigo que vai para jogo balan\u00e7ar rede, ouvindo amea\u00e7a de morte, e isso \u00e9 aceito. Mas se eu fico sete horas na fila, no sol, sem machucar ningu\u00e9m, me dedicando a algu\u00e9m, sou a problem\u00e1tica\u201d, desabafa Gabi.<\/p>\n<p>Essa despropor\u00e7\u00e3o na forma como o fanatismo \u00e9 encarado tem nome: machismo estrutural. Ele n\u00e3o apenas define o que \u00e9 &#8220;apropriado&#8221; para homens e mulheres, como tamb\u00e9m refor\u00e7a os estere\u00f3tipos que diminuem os sentimentos femininos. O termo \u201cf\u00e3 hist\u00e9rica\u201d, que surgiu l\u00e1 na \u00e9poca da Beatlemania e ainda \u00e9 usado hoje, carrega uma carga de deslegitima\u00e7\u00e3o que n\u00e3o aparece quando falamos de homens em est\u00e1dios, em mesas de bar discutindo escala\u00e7\u00f5es ou cole cionando camisas oficiais.<\/p>\n<p>Estudos comprovam que a m\u00fasica e o envolvimento com a arte t\u00eam um impacto significativo na sa\u00fade mental, no fortalecimento da autoestima e na sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento social. A m\u00fasica, em particular, tem sido demonstrada como um fator importante para a redu\u00e7\u00e3o do estresse, ansiedade e depress\u00e3o, al\u00e9m de estimular a produ\u00e7\u00e3o de neurotransmissores, respons\u00e1veis pela sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar. Em um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Neurodesenvolvimento (IBND), um grupo de pessoas com sintomas depressivos foi dividido em dois: aqueles submetidos \u00e0 musicoterapia apresentaram uma melhora de cerca de 25% no quadro cl\u00ednico<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga Vyct\u00f3riah Santana destaca que ser f\u00e3 na adolesc\u00eancia vai muito al\u00e9m de uma fase passageira: \u201cAquilo era um ponto de apoio emocional em um per\u00edodo marcado por d\u00favidas, inseguran\u00e7as e instabilidades hormonais\u201d. A psicologia social ajuda a entender como esse sentimento de fazer parte de algo maior fortalece o bem-estar ps\u00edquico, enquanto os la\u00e7os com outros f\u00e3s criam uma rede de apoio simb\u00f3lica.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o tenho a menor vergonha de dizer que sou f\u00e3. Quando falam \u2018ah, isso \u00e9 coisa de crian\u00e7a\u2019, estou nem a\u00ed. Meu orgulho \u00e9 o amor que perpetuou e virou parte de mim, eu n\u00e3o seria quem sou hoje sem isso\u201d, conclui Gabriela. Ser f\u00e3, para ela, n\u00e3o \u00e9 uma fase passageira, mas uma estrutura emocional. Algo que cresceu com ela e que continua ali, firme, mesmo depois do fim.<\/p>\n<p>Em 2015, a sa\u00edda de Zayn Malik foi um abalo n\u00e3o s\u00f3 para a banda, mas para toda a base de f\u00e3s. A partir disso, o clima entre os integrantes e o ex-colega esfriou publicamente. Pouco depois, em 2016, o grupo anunciou um hiato, que com o passar dos anos e sem retorno oficial, consolidou-se como um fim.<\/p>\n<p>A morte repentina de Liam Payne, em 2024, aos 31 anos, comoveu milh\u00f5es de f\u00e3s ao redor do mundo. O cantor, que marcou uma gera\u00e7\u00e3o inteira com sua voz e carisma, partiu deixando uma lacuna irrepar\u00e1vel no cora\u00e7\u00e3o daqueles que cresceram ao som de suas m\u00fasicas. Em diversas cidades, f\u00e3s se reuniram para prestar homenagens, v\u00eddeos se espalharam pela internet mostrando multid\u00f5es emocionadas cantando m\u00fasicas da banda.<\/p>\n<p>Mas apesar da perda, \u00e9 imposs\u00edvel falar de Liam sem falar do que ele ajudou a construir. E o que ficou n\u00e3o foi apenas a discografia ou os pr\u00eamios, o que permaneceu foi o impacto afetivo e social, o One Direction foi, e ainda \u00e9, muito mais que uma banda. \u00c9 mem\u00f3ria viva de uma gera\u00e7\u00e3o que aprendeu a amar, a se expressar e a encontrar for\u00e7a na m\u00fasica, um fen\u00f4meno que atravessou fronteiras, quebrou recordes e, acima de tudo, formou la\u00e7os.<\/p>\n<p>Por isso, n\u00e3o se trata de um fim. A hist\u00f3ria que eles escreveram juntos continua reverberando em cada lembran\u00e7a, em cada verso. E \u00e9 como eles cantam em uma das m\u00fasicas mais queridas da banda: \u201cThis is not the end.\u201d (Este n\u00e3o \u00e9 o fim). Porque, no fim das contas, \u201cYou and me got a whole lot of history.\u201d (Voc\u00ea e eu temos muita hist\u00f3ria).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201c\u00c9 s\u00f3 uma fase\u201d: como o amor pela One Direction virou identidade e desafia o r\u00f3tulo de \u2018f\u00e3 hist\u00e9rica\u2019<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":485,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-211","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historias-de-amor"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/211","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=211"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/211\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":489,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/211\/revisions\/489"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/485"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=211"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=211"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/oberro.unicap.br\/edicoes\/2025_1\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=211"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}